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sábado, 14 de setembro de 2013

TOP 10 - Diga-me com o que andas . . .

 . . . e saberei sua profissão. Veja agora 10 carros que nunca vão poder ser associados à outra coisa

Ford Galaxie
O Ford Galaxie (e suas versões derivadas, como o Landau) foi o primeiro e único sedan grande de luxo fabricado no Brasil, e era a encarnação tupiniquin das barcas americanas. Eram impraticáveis para o dia-a-dia, mas sempre foram excelentes escolhas para se chegar na igreja . . . Deixou as linhas de montagem em 1983, mas nunca deixou as noivas na mão.


Mitsubishi Eclipse
Ele chegou assim que as importações foram permitidas em 1990, e tinha corpo e alma esportiva. E andava bem, já que chegava aos 100km/h em 7 segundos. Custando pouco menos que um omega nacional, não demorou para virar o meio de transporte dos jogadores de futebol.


Fiat Fiorino
Ela nasceu como picape nos anos 80, depois ganhou a versão baú (que ainda poderia vir com vidros laterais e bancos traseiros). Mas foram as lavanderias que fizeram a Fiorino virar sucesso. O baú alto e curto é ideal para um cabideiro, muito melhor do que uma Kombi. ATENÇÃO: não aconselhável jogar gatas!


Ford Del Rey
O Galaxie era um carro de grande porte e muito luxuoso, mas o potente V8ão era visto com más intenções. Com o Del Rey não havia dúvida: o motor 1.6 era lento (ainda mais quando tinha câmbio automático de 3, TRÊÊÊÊS marchas), a suspensão era macia demaaaaais e o design era a cara daquele seu avô com 96 anos de idade. Nunca antes na história deste país, um carro teve tanta cara de tiozão (nem o Nissan Sentra ganha).


Chevrolet Omega
Assim como Galaxie (caramba, o Galaxie foi tudo também !!), a maioria esmagadora dos Omega's australiano tinha motoristas contratados. O dono ? Pessoa jurídica. Geralmente eram pretos para combinar com um bom terno. Foi carro presidencial até a chegada do Fusion V6.


Asia Towner
Cargas e pessoas cabiam adequadamente miniminivan coreana, mas a Towner parece que foi feita sob medida para ser vendedora de cachorro quente. É até difícil achar uma que não tenha os recipientes de inox para o transporte de salsicha, pão, ketchup e tudo mais. Quanto sai o dog e a coca, moço ?


Chevrolet Suprema
Um carro de prestígio com visual clássico e um rodar macio como um Boeing. E ainda era 15 cm maior que uma Quantum (um detalhe importante quando a ideia é transportar alguém deitado, pela última vez). Virou o carro favorito das funerárias, já que dispensava adaptações. Hoje a Chevrolet até já preparou um substituto . . . 


Chevrolet Opala
Com tração traseira, um motor 6 cilindros potente e design esportivo, o Opala impunha respeito por onde passava (até hoje ainda faz isso). E o bom desempenho aliado às 4 portas do modelo sedan, formavam uma dupla bastante eficiente para assaltos à bancos, tanto que até hoje é considerado carro de bandido.


Chevrolet Veraneio
Era pra ser um carro familiar, uma espécie de avó da Zafira, mas foram poucos os que andaram nela à passeio. Nascida como C-1416 em ano de golpe militar, a Veraneio virou viatura e teve seu auge nas vendas durante a ditadura. E assim foi também a vida da Blazer, sucessora da Veraneio. Nasceu como um SUV familiar, e terminou como camburão.


Volkswagen 1600
 Carro com 4 portas eram indesejáveis até os anos 90, mas em 1969 a Volkswagen decidiu que lançaria o sedan 1600. O estilo ? Bom, o apelido 'Zé do Caixão' não deixa dúvidas. Rejeitado pelos brasileiros, virou figura fácil nos pontos de táxi.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lembranças do passado: Blazer - das famílias para as polícias


 Esse fim de semana eu tinha terminado de lavar meu carro, quando meu tio encostou a Blazer dele na minha casa para eu lavar. Ele disse que tinha ido a uma concessionária pra dar uma olhada na Nova S10 e viu também uma TrailBlazer. Ele dizendo isso, me fez sentir saudade da época em que a Blazer era sinônimo de carro familiar, com suas linhas modernas e design desamericanizado (em comparação com a Jeep Cherokee, concorrente direta). A Blazer seguiu exatamente o legado da saudosa Veraneio, que no fim de sua vida foi usada como viatura policial, ambulância militar, mas antes foi um utilitário de luxo (o que está na moda hoje em dia).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Hyundai apresenta o Elantra Coupé

Agora o melhor sedã . . . do MUNDO!!! quer ser também um cupê de duas portas. Feito para ser concorrente direto Honda Civic Si e do Kia Koup, o hyundai Elantra Coupé foi apresentado hoje prometendo desempenho e um bom consumo de combustível.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Projetos Brasileiros - Ford EcoSport 2003

EcoSport. Importância: Criar um novo segmento de sucesso.
A partir do começo dessa década, todos queriam ter uma caminhonete (que chamamos de SUV), mas poucos podiam pagar. Isso já havia sido constatado pela Fiat, que trouxe a linha Adventure.Mas a Ford teve disposição para ir mais longe: usando a base do Fiesta lançado um ano antes, criou um utilitário pequeno, com tudo que um Off-Road tem por fora (Suspensão mais alta, pneus altos, posição de dirigir mais ainda, e a cereja do bolo, o estepe preso no porta-malas como um troféu).
Sucesso instantâneo.Mesmo com mercado retraído, longas filas de espera e ágio extremo. Missão cumprida. A Hyundai tem a Tucson, mas ela aé mais cara, e não chegou a ameaçar a Eco. Só no final do ano passado, veio um concorrente de peso que conseguiu liderar desde o início, o Renault Duster.
Curiosidade: I) Pick up, versão com teto de lona e 2 portas, a Ford pensou em tudo que poderia fazer para ampliar a gama de opções de EcoSport por aí, mas a capacidade de produção da fábrica em Camaçari (que operou no limite durante o lançamento da Eco e dos Fiesta Hatch e Sedan) na Bahia fez com que ela abandonasse os projetos.
II) Porta-objetos são um trunfo da EcoSport. São nas porta, entre os bancos, no teto . . . O assento do passageiro se abre e mostra um amplo, e as versões sem Air-bag do passageiro tem esse mesmo local como um porta-luvas refrigerado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Nova BMW Série 3 chega em maio/2012

Apresentado em setembro durante o Salão de Frankfurt, o BMW Série 3 já tem data para chegar ao Brasil e preços fechados. A nova geração do sedã será lançada em maio com preços partindo dos R$ 198 mil na versão 328i Sport, já contando com a nova alíquota de IPI que será aplicada a partir do próximo dia 15.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Um dia de paizão com o novo Dodge Journey R/T

Estava um pouco inseguro a caminho do test-drive com o Dodge Journey. Ocorre o seguinte: este é um site sempre focado no prazer ao dirigir, no que importa para a pessoa atrás do volante. Como falar de um SUV de forma honesta e coerente, mesmo sem conseguir me imaginar tendo algo assim? A tal da “imparcialidade” geralmente rende textos tão legais quanto os relatórios de seguradoras. A saída para algo mais produtivo, para mim, foi incorporar o papel de um pai de família com dois filhos. Sim, dois pentelhos. Cadê a patroa?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Verdades sobre o Chevrolet Celta

Chevrolet CéuTaPreto Sparrado Edition

“Pelo menos a minha carruagem tinha acabamento melhor.”
Cavaleiro celta sobre Celta

“Confira o novísximo Celta 2012 no Hallocar! Totalmente reestilizado!”
Elzio Luz sobre Celta

“Rapaz, acho que vou deixar de fazer academia, com o Celta mantenho meus músculos em dia”
Você, disfarçando que seu Celta LS não tem direção hidráulica nem vidros elétricos

“Alugamos Celta por um preço imbatível!”
Locadora sobre Celta

“Ele não é atraente. Quem notou a novidade, por sinal, não se entusiasmou muito.”
Quatro Rodas na época do lançamento (2000)

“Prisma é Prisma, porra!”
Alguém do Clube do Celta

“Eu nem quero outro carro. Pra que quero carro que não é mil? Eu tomo multa se correr um pouco mais. E gasto menos gasolina assim.”
Danilo Gentili, dono de Celta, que se esqueceu de comentar seu baixo salário no CQC

“Celta não dá manutenção nem satisfação!”
Toyota Supla, dono de um Land Rover, sobre citação acima
O Chevrolet Celta nasceu com a pretensão de custar barato – “R$ 10.000 o modelo básico”, como se dizia às vésperas do lançamento, que se deu em 18 de setembro de 2000. O ex-Arara-Azul era um verdadeiro sofrimento, pois no início das vendas o ar-condicionado não era disponível, nem travas elétricas, direção hidráulica (que custava 15% do carro), conta-giros, temporizador do limpador de para-brisa ou rádio, e acabou por custar R$ 4.000 a mais que o previsto, a preços de época (culpa do “Cavalo-de-Troia” que invadiu as calculadoras de mesa da GM).

Os muquiranas da GM liberaram para o Celta apenas um item de, por assim dizer, comodidade: o hodômetro digital, tão confiável quanto uma cédula de três reais. De resto, tinha volante torto, pedais tortos, encosto de cabeça de pedra (fixo), acabamento de Lego (com painel de porta inteiramente de plástico), volante ridículo de dois raios sem buzina (que ficava na alavanquinha do lado esquerdo) e revestimento na cor GayGrey Macaw.

Por fora, o Celta tinha um design bastante sem graça, ele parecia dizer “Quero ser o Vectra CD mas não consigo”, sendo que o único detalhe interessante era o recorte de porta do saudoso Opel Tigra. “O Celta parece um carro grande que foi encolhido para se adaptar ao mercado. A grade é barata e comum demais. A visibilidade não é proporcional à área envidraçada. Suas rodas e pneus também parecem pequenos para as aberturas da roda. No geral, o Celta parece ser (...) um tanto burocrático” (Fonte: Quatro Rodas, Fevereiro de 2004). Robert Cumberford, você falou tudo para mim.

Celta Amarelo Skol

Em 2001 o Celtinha ganhou um pacote de acessórios digno de Transformer, com diversos opcionais, embora o motor fosse o mesmo 1.0 de míseros 60 pangarés da versão pelada. Em 2002, este mesmo kit foi denominado Super (em referência ao preço super elevado).

Ainda em 2002, o Celta ganhou mais duas portas para facilitar o entra-e-sai do seu público-alvo, os assaltantes. Mesmo assim, os bancos da frente continuavam com a alavanquinha do modelo duas-portas. Junto, veio a melhoria do motor, chamada VHC (Vai Haver Colisão) com mais 10 bezerros (poderia render mais um, mas ele se perdeu no caminho entre o sistema de admissão e o escape).

A principal novidade deste motor era a taxa de compressão altíssima (12,6:1), que deixava o nível de ruído digno de motor turbo desregulado, e que dava ao motorista a sensação de estar no comando de um motorzão, o que passou bem longe de ser verdade.

Este se empolgou até demais com o motor de dentista VHC

O “motorzão” para o Celta chegou no final de 2003, na versão chamada Energy. Tratava-se de um 1.4 de 85 cavalos, e era praticamente um folgado, por ter a taxa de compressão bem menor. Alguns fãs do Celta (que nunca dirigiram outro carro) dizem que esta foi a melhor versão já produzida. Para os fãs das batidas corridas de Fórmula 1, tinha o Celta Piquet, mas este era 1.0.

Em 2005 o Celta já tinha aumentado quase R$ 10.000 ao preço original, com suas “melhorias”: um tecido novo no banco, um grafismo novo no quatro de instrumentos, uma pintura prateada na saída de ar... As versões eram Life is hard, I lost my Spirit e Super cara.
Lembra como essa frente era feia quando lançaram?

Para a linha 2006 ele mudou, ele dizia “Quero ser o Novo Vectra Elite, mas nunca dá, a GM conspira contra mim”. A Chevrolet conseguiu deixar o Celta mais horroroso, com faróis de abelha e a velha pegadinha da placa, que mudava de posição conforme a "geração", termo bastante utilizado pelas montadoras para designar uma leve maquiagem. De resto continuava o velho Celta.

No mesmo ano veio o Prisma 1.4, que herdou todos os defeitos, mas conquistou alguns consumidores que precisavam de mais espaço (só para bagagens, pois o entre-eixos permanecia o mesmo), além dos orfãos do Celta 1.4, que saiu de linha também em 2006, cujas pouquíssimas unidades reestilizadas se tornaram objeto de colecionador entre os fãs do carrinho.

Novíssma linha 2012, completamente renovada

De lá para cá pouca coisa mudou. Só esse ano a Chevrolet fez uma mudança meia-boca, que envolveu só parachoque frontal, o volante e alguns botões herdados do Tragile. O Celta básico continua vindo pelado, mas agora custa R$ 26.350 na versão duas portas LS (Lasquei-me Sorrateiramente). Completo na versão LT (Lixo Total) chega a R$ 33.616 (sem contar os “acessórios tunnados” e as novas rodinhas de rolimã), valor absurdo para um carro que vem com volante torto, sem air-bags ou ABS e interior rebarbado.

Chevrolet Celta multiuso linha 2013
  • 247% estão arrependidos
  • 135% não acompanham as novidades do mundo automotivo
  • 97% mexeram no motor e na suspensão
  • 85% são recém-habilitados
  • 78% tiveram seus nomes incluídos no SPC e no Serasa
  • 60% deram um Monza a álcool de entrada (e colocaram as antigas rodas nos Celta)
  • 56% já se cortaram em alguma rebarba do Celta
  • 49% investiu no sistema de som, dos quais 48% gastaram mais do que no próprio carro
  • 12% já amputaram algum dedo com as rebarbas
Obs: a pesquisa exclui locadoras de veículos (80% das vendas).

Verdades
Este é o único Celta que presta!
  • O Celta é tão pelado que a revista Playboy está requisitando à GM algumas unidades para contracenar com as estrelas da capa (resultaria assim num legítimo pôster de borracharia!).
  • Quando o tanque está na reserva, o Celta ainda indica ½ ou ¾ do tanque.
  • Passar a marcha no câmbio (duro) do Celta consome 650 kcal em 10 minutos. Girar a manivela para abaixar ou levantar os vidros ajuda a perder o mesmo número de calorias.
  • O porta-malas tem espaço declarado para 260 litros, suficiente para dez sacolas de supermercado (vazias).
  • O Celta tem dois esboços de porta-copos na parte interna da tampa do porta-luvas.
  • O Celta tem volante tão torto que é preciso girar 90° a direita para o carro andar reto.
  • O câmbio do Celta é tão curto que a 30 km/h já dá pra engatar a quinta marcha.
  • Na estrada a 120 km/h em quinta marcha, o conta-giros já indica mais de 5.000 rpm
  • Em sites de anúncios, os do Celta são divididos em grupos de versões: 1.0, 1.4 e "tunnados".
O Celta é um dos modelos preferidos dos "Tunners" brasileiros
  • Comprar um Celta pode ser considerado investimento, pois os trouxas as pessoas pagam mais no seu usado do que quando você comprou 0km anos atrás.
  • Nem Ferrari, nem AP, nem moto esportiva, nem avião em decolagem, quem faz mais barulho é o Celta.
  • A Chevrolet oferecia ventilador de taxista como opcional quando ainda não tinha ar-condicionado.
  • O designer do Celta foi demitido e voltou a trabalhar na fábrica de patinetes.
  • O Celta fica rebaixado em 5 cm com o “acomodamento” de cinco pessoas.
  • Se o Celta tivesse airbag no volante, ele serviria apenas para impactos laterais, de tão torto que o volante é.
Nem precisa dizer que este jogo de rodas e pneus vale bem mais que o Celtinha…

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Verdades sobre o Audi A3

Manolos mais endinheirados já andam de A3 novo!
O Audi A3 foi apresentado em 1996, hoje podendo ser visto tanto nas favelas (em especial os modelos 1.8T antigos, roubados pra dar fuga nos “hôme”) quanto nas mansões de magnatas (no caso do RS3 2011). Inicialmente ele chegou com um motor 1.8 de 125 cv, e com seu estilo alemão logo caiu nas graças de um público que acreditava ter em mãos um carro de manutenção VW com refinamento de Audi. A frente foi claramente transplantada do A4, mas isso vira um detalhe perto da breguice do Grupo VW de colocar retrovisor direito menor “por questões de aerodinâmica”, inutilidade que afetou também o Golf e o Gol G3.
Repare no bizarro retrovisor direito menor
Os primórdios
O A3 era modernoso naqueles fins de anos 1990 (o Astra também, por mais mentiroso que isso possa parecer). Vinha com um pacote de equipamentos que dá inveja no “primo pobre” Golf, como ar-condicionado eletrônico (se o carro pegasse sol só do lado do motorista, infelizmente ele não se ferraria), sensores de estacionamento e o mais incrível, um rádio AM/FM com toca-fitas de série (welcome to 90’s)!
Antigamente, as pessoas ouviam música em fitas cassete!
CD Player? Nem como opcional, até a Audi perceber que as vendas estavam na lama do buraco do fundo do poço. Percebendo o erro, ela trouxe para o Brasil o A3 com um rádio decente e o motor Turbo de 150 cavalos. As unidades eram disputadas a tapas pelos playboys, e o A3 passou a ser vendido por ¼ a mais do que ele valia na tabela...

A situação piora!
Depois, em 1999, ele começou a ser fabricado em São José dos Pinhais - PR, junto com seu amigo de botequim ao lado da linha de montagem, o Golf. Mas o que o barateou foi o motor 1.6 SR, de míseros 101 pocotós. Assim, o Audi A3 tornou-se lugar comum em nossas ruas (inclusive na versão conhecida como “T vermelho”, que tinha 180 cv), até que a Audi Brasil perdeu o compasso com o modelo europeu e levou os consumidores junto (na época eram só os VIPs!).
Audi A3 de segunda geração, que custou a chegar aqui…
Em 2003 o novo A3 surgiu na Europa só com duas portas, ou seja, não compensava trazer para o Brasil. Mas aí apareceu o Sportback em 2004 e... Porque não veio? Culpa do presidente da Audi na época, Nikolaus Fail Feil! Os donos do A3 não sabiam se ficavam com mais raiva da demora no lançamento da nova geração ou por conta da desvalorização, que deixara seus atuais carros do preço de um Gol Turbo 2001.

Em 2006 a Audi trouxe o A3 renovado da Alemanha, e os donos mais magnatas trocaram seus velhos A3 pela novidade. Assim, os usados ficaram encalhados nos pátios das revendedoras, os descontos chegavam a 80%, o que possibilitou os funkeiros, pedreiros, office-boys, usuários de lan-houses e a galera do hip-hop dar seus carros de entrada e adaptá-los a suas necessidades (xunar ou tirar rachas).

Carros que foram dados de entrada na compra do A3

Os manolos querem mais do que apenas as rodas do Audi…
VW Gol (quadrado) – 38% – Teve até um consumidor que tentou tirar Pink Slip com o revendedor
VW Gol (G2, G3 e G4) – 22%
VW Golf (mk3 e mk4) – 15%
Fiat Marea – 9%
GM Celta – 6%
GM Kadett – 4%
VW Fusca – 3%
GM Opala – 2%
Ford Del Rey – 1%
Vale ressaltar que todos os carros que foram dados de entrada ostentavam as argolas da Audi.

A continuação dos velhos A3 na mão dos novos donos (de 2006 aos dias de hoje)
Audi A3 antigo sobrevivendo “dAkELi gEiTu”
Os únicos que conservaram os antigos A3 foram os pedreiros e alguns donos que fazem parte do Clube Audi A3. De posse dos seus museus brinquedos, começaram as adaptações. Estava na cara que nem todos teriam condições de bancar a manutenção digna de Audi. Quando as rodas de liga-leve (aro 16’’) começaram a trincar no piso das favelas, adivinhe que redondas eles colocaram... Bom, é verdade que alguns deles tiveram condições de ir além das “crássicas” Orbiteiras e colocaram ralo de A8 ou até a roda do Scirocco/Passat CC.

Muitos deles descobriram tardiamente jogos como o Need For Speed Underground 2, e após montar o A3 3.2 Quattro DakELe JeiTU, quiseram descontar a mesma coisa nos pobres Audi da vida real.
Need For Speed Underground 2, grande fonte de inspiração dos xuneiros . . .
. . . que depois fazem “obras de arte” como esta na vida real
Estatísticas mostram que 30% destes A3 foram utilizados como carros de fuga após assaltos.

A maioria (93%) montou praticamente um trio elétrico para ouvir direitinho as músicas da Valesca Popuzuda. O resto preferiu comprar CD’s (piratas) do Aviões do Forró.

E então, deu no quê?

Se tivesse Orbital, este S3 não perderia o controle…
Bom, os novos A3 todos estão nas mãos dos donos, intactos, situação que não se aplica aos proprietários de S3 e RS3, pois todos bateram durante os track days.

Os A3 antigos (lembrando, modelos de 1996 a 2006) da rapaziada continuam rodando, em situações cada vez mais precárias. Ninguém calibrou os pneus ainda. Mas o catalisador foi retirado em todos, dando aquele ronco digno de AP. Dois deles são utilizados como esquentadores de marmita, já que roubaram as rodas (viciado pega mesmo...).
Estilo vagabundo!
Os office-boys fazem entregas com seus A3 de segunda a sábado, apostando rachas com outras máquinas de motores AP (incluindo Audi A5 e uma colheitadeira) no domingo.

Curiosidades diversas

Modelo pé-de-boi
- Os primeiros modelos chegaram a ter rodas de ferro!
- Em 1999, a Quatro Rodas contou que um playboy levou seu Audi para posar de sistema low-rider e o instalador recusou!
- O Mag, daquela famosa música “Rebaxei Aro 16”, não tem e nunca dirigiu um Audi A3. No máximo, ele tem um Fusca turbo que faz de 0 a 400 metros em 10 segundos (na verdade é uma Ferrari disfarçada).
Hoje em dia, esta opção agradaria aos fãs de Restart
- Na Europa eram oferecidas cores berrantes, enquanto aqui 90% era prata, 8% era preto, 1% era branco e o 1% restante era de outras cores.
- A maioria dos donos de A3 são solteiros, pois como todos eles são obcecados, sempre chega àquele ponto em que a namorada/esposa/parceiro diz: “Ou o Audi ou eu”.
RS3, versão superesportiva de 340 cv
- O Audi RS3 anda quase tanto quanto um Porsche 911, mas também custa quase tanto quanto um Porsche 911... E não adianta colocar nitro, turbo, intercooler, seu A3 nunca chegará perto de ser um RS3.
- Se depois de uma festa um rapaz se aproximar dizendo que tem um Audi, é só observar a chave. Caso tenha o chaveiro da Audi pendurado não vá, pois ele pôs de propósito, afinal todos os Audi tem o logotipo na própria chave.
Raríssimo modelo AVR
- O Audi A3 AVR, uma versão especial com 1.8T de 192 cv e visual diferenciado, na época custava o valor de três A3 comuns. Hoje ainda podem-se encontrar algumas unidades que não tiveram perda total nos ferros-velhos.
- O faturamento da Audi, para fins didáticos: € 33,617 bilhões
Primeiro A3 com o famoso “bocão”
- A culpa da propagação do bocão frontal nos carros de hoje é do Audi A3!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Verdades sobre o Peugeot 307


Pejozera bolada com redondas aro 20’’

“Isso sim é carro de macho!”
Pit Bicha sobre Peugeot 307

“Os motoristas me chamam do que eu gosto.”
Maria Gadú sobre Peugeot 307

“Prefiro um Ford Pinto!”
Amin Khader (viado que se fingiu de morto, da Record) sobre Peugeot 307

“Confesso que tinha um... Mas atualmente ando de JAC.”
Sérgio Habib sobre Peugeot 307

“Nota do 307 = Soma dos algarismos 3+7 = 10; elevado ao 0 do meio = ZERO”
Revista Autoesporte sobre Peugeot 307

“O que tem a traseira feia? Eu ando é dentro do carro, não fora.”
Psicóloga sobre seu Peugeot 307 Sedan

“Porque botaram o motor do 206 neçaporra...”
Você ao subir uma ladeira com sua família, ar ligado e toda a tralha num Peugeot 307 1.6

Peugeot 307, como o nome sugere, é a evolução do 306 (originado em 1993). Seu lançamento no Brasil foi em meados de 2002, ou seja, um ano depois do modelo ter ganhado as ruas da França, de onde era trazido importado. O carro parecia um 206 ampliado, e na verdade era, com destaque para o interior: teto bastante alto e grande área envidraçada, no estilo minivan. Seu estilo era até engolível, tirando as rodinhas de carrinho de mão e os borrachões, que nos primeiros modelos não era pintado.

O painel tinha acabamento com imitação de madeira, para agradar um público mais "maduro" que os muleques "tuneiros" fãs do 206

Inicialmente, havia apenas o motor 1.6 16v de 110 pôneis malditos, que veio advinha de quem... Sim, do 206. Além de manco, ele também era beberrão. Outros médios da PSA também ainda usam este motorzinho até hoje: o Xsara Picasso, o C4 e mais recentemente o freezer Consul C3 Picasso.
Em 2003 chegou a 307 SW, carro de família VIP. Pelo menos não tinha o aplique nojento de madeira no console que vinha nos hatches. Vinha com teto de vidro – daqueles que a seguradora decreta perda total quando trinca. No mesmo ano, o hatch passou a contar com o motor 2.0 16v de 138 cv. Depois, em 2004, o Peugeot 307 virou nosso hermano – passou a ser trazido da Argentina. Foi um tiro no bolso dos propriotários até então, com seus carros com valor de mercado caindo como um saltador de bungee-jumping. O modelo Coupé-Cabriolet, ou CC, também passou a ser comercializado.
Em 2006 a Peugeot trouxe a linha 307 reestilizada, incluindo o sedan – e daí começou a era das gambiarras da montadora francesa, que parece ter se inspirado na fórmula da Renault, que produzia o Clio Sedan, já que ele também tinha um volume traseiro à parte, sem qualquer harmonia com a frente, ou mesmo com a lateral, com as portas de trás iguais às do Clio Hatch.
Pois bem: o 307 Sedan adotava uma vigia traseira digna de Corsa Classic, sem contar que a traseira era truncada, com um borrachão dos mais feios na parte de trás, sem pintura (nos modelos básicos) e lanternas triangulares totalmente caretas. A Peugeot se animou e resolveu montar outras gambiarras, lançando no Braçil o 206,666 Sedan e a Hoggar.Com a rasteira que o 307 Sedan recebeu do New Civic em vendas, e com os outros modelos 307 definhando, a Peugeot passou um bom tempo sem investir na categoria de médios. Só agora alguém martelou a cabeça do presidente da marca. O 3008 seria o sucessor espiritual da 307 SW por aqui, embora pouco tenha a ver, tecnicamente. O 307 Sedan finalmente foi sucedido pelo 408, que manteve exatamente a mesma mecânica de seu antecessor, com motor 2.0 16v Flex de 151 pôneis e o letárgico câmbio "Tiptronic by Porsche", de apenas 4 marchas. Enquanto isso, as versões CC e SW obviamente foram descontinuadas, já que eram fabricadas na França. Sobrou só o 307 hatch, que recentemente ganhou a versão Premium, e que deve sair de linha esquecido para dar lugar ao 308 em 2012.

O Peugeot 308 já é velho conhecido dos europeus; entrou em linha em 2007

Versões de acabamento

  • Passion – Resumindo, o sentimento pelo companheiro. Posteriormente, o nome foi utilizado na designação da carroceria sedan do 207. No 307 era a versão pé-de-boi, que nem ar-condicionado tinha de série. Calotas também faziam parte do cardápio.
  • Rallye – Antiga versão top. Pensavam se tratar do 307 utilizado na Copa Peugeot de Rally. Mas tomava pau do Golf, do Astra, do Stilo, e até do Focus, que toma pau dos três primeiros.
  • Presence / Presence Pack – Substituiu a Passion. É o jeito chique de dizer “cheguei, tô aqui, biba”.
  • Millesim – Status de colecionável. Leia-se: ficar com o carro pelo resto da vida...
  • Griffe – Acima do Feline, mas pessoa podia olhar no motor, nos bancos, no estepe, e não achava grife nenhuma. Quando saiu de linha, o Feline assumiu a posição de 307 top.
  • Feline – Substituiu o Rallye. Era o topo do top até chegar a tal versão Premium.
  • Premium – Nova versão top introduzida na linha 2012. É que nem o suposto troféu do jogo Enduro (Atari): a pessoa tem que passar a vida toda batalhando, e quanto tem, percebe que não serviu para porra nenhuma e que está obsoleto...
Donos do Peugeot 307
  • 95% admitem ser patricinhas (o percentual inclui também metrossexuais)
  • 83% são modelos
  • 78% não conseguiram vender seus 307 franceses
  • 71% procuraram o botão de abrir o teto da SW, antes de perceber que aquilo não passava de um teto de vidro
  • 65% tinham um 206 e não se arrependeram
  • 59% tinham um 406 (dos quais 100% cometeram suicídio)
  • 23% racharam o teto de vidro da 307 SW e andam normalmente
  • 20% compraram 307 sem ar-condicionado
Tuning? Tem sim!

O Peugeot 307 foi lançado no começo da década de 2000 – ou seja, automaticamente foi utilizado para alguns projetos de tuneiros. Na Europa ficaram as maiores atrocidades, enquanto no Brasil existem diversas unidades "dubadas", como a da foto de abertura.

A mãe do guarda está preocupada

Um ou outro tem o bom-gosto de trocar as rodas de carrinho de mão com pneus de SUV por outras originais Peugeot, utilizadas, por exemplo, pelo 307 CC. O Chuck Norris e os editores do Bizarrices Automotivas aprovam.

Este recebeu o certificado MG de livre circulação!


Verdades
  • O Peugeot 307 é tão alto que dá para ficar de pé dentro dele.
  • O 307 2.0 dá benga tranquilamente no Peugeot 406 (até no Coupé).

Foi o que deu apostar racha com um Gol AP…
  • O conjunto roda-pneu do 307 básico é tão pequeno que só dá para chutá-lo dando rasteira.
  • Dependendo do som instalado, se você estiver no banco da frente não vai dar para escutar os falantes instalados lááá atrás.
  • O 307 tem carpete de carro popular no porta-malas.
  • O Peugeot 307 tem seguro razoável, pois os meliantes pensam duas vezes ao utilizá-lo como carro de fuga, especialmente se for um 1.6.
  • Ter ciúme de uma baranga é comparável a instalar sistema de alarme no 307.
  • O Tiptronic só é bom para queimar os olhos, com seu acabamento cromado.
  • O 307 desvaloriza cerca de 50% ao ano.

Câmbio maldito!
  • O 307 pode não ter head-up display, mas aquela telinha de rádio vermelha serviria como um.
  • O 307 CC é a escolha dos cornos. Mas quem não tiver muita grana sobrando pode optar para um 307 com teto-solar.
  • As primeiras 307 SW já estão na mira dos donos de granjas, que enjoaram das Parati.
  • A gaveta abaixo do banco do motorista tem exatamente as dimensões da revista G. Pode acomodar cerca de 50 edições.
  • O dono de um 307 troca mais de câmbio Tiptronic do que de pneu.