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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

10 renovações automotivas que fizeram mal

O maior problema de criar um ótimo carro, é que um dia ele vai precisar de uma renovação, e aí isso pode ser um risco. Esses são 10 exemplos disso:
Subaru Impreza
Na sua geração atual, o Subaru Impreza se tornou esteticamente um japonês genérico, Foi-se embora os olhares característicos, mais não o espírito de rali. Ele ainda tem as famosas versões STI, WRX e Cosworth, mas não há nada estético que denuncie isso. Simplismente deixou de parecer uma máquina de levantar poeira para ser um simples hatch médio.
Chrysler 300C
Ele parecia o carro do gângster americano moderno, com sua frente imponente e bruta, e janelas diminuídas pela linha de cintura alta. No mais claro exemplo dos motivos que quase levaram a Chrysler a falência, o 300C teve todas as suas características jogadas na gaveta, para ter linhas delicadas e fora de contexto, faróis de Lexus e um vinco traseiro que lembra exatamente um Chrysler de 1950 e poucos . . .
Karmann Ghia TC
Embora o Karmann Ghia não tivesse um bom desempenho, pelo menos seu visual era exemplar (ele era o Hyundai veloster dos anos 70). No sue lugar entrou um Karmann Ghia sem um design tão marcante, mais Volks que karmann, e que tentava ser um Porsche. Nem vou citar os problemas de vedação, mas digo que ele não fez tanto sucesso quanto o primeiro.
Fiat Mille
O estilo original do Mille - nascido Uno e rebatizado no meio de 1990 - foi feito pelo gÊnio do design Giorgetto Giugiaro. Você pode não gostar do estilo caixa dele, mas não pode dizer que não existia harmônia nas linha. Certo dia, algum estágiario em Betim achou que 20 anos de design igual era muito tempo, então decidiu renovar o carro com uma frente tão suave quanto a de um caminhão.
Gol G4
Em 2000 o Gol G3 veio trazendo um painel com bom acabamento, um estilo Volkswagen europeu e um painel de instrumentos legível e bonito. Foi então que em 2005 vieram plásticos tão resistentes quanto o de uma garrafa PET e um painel de instrumentos compartilhado com uma Honda Biz, fora o design que fora abandonado. O chamado Gol G4 foi inferiorizado frente seus antecessores e concorrente. Pelo menos na Argentina só chegou o novo visual, com o mesmo painel.
Ford Mustang II
Ao longo dos anos o Mustang foi se tornando um carro cada vez maior e mais potente, até que em um belo dia (no meio de uma crise do petróleo) ele simplismente foi transformado em um fastback sem potÊncia, personalidade, cheio de banha e sem graça. E essa desgraça foi rodeando ele até 2004, quando a Ford tomou vergonha na cara a lançou a atual geração, que invocou a áura do passado com a linda versão Boss e até 750 cv.
Chevrolet Vectra
Além de ter nascido um Opel Astra, o nosso vectra C ganhou suspensão traseira mais simples (e dura), perdeu na qualidade do acabamento e alguns itens que o Vectra B tinha desde 1996. Não serei injusto, ele até que era um bom carro, mas o problema é que o antigo era um caro superior, e que muitos dizem ser o melhor carro nacional dos anos 90. É por isso que ele ficou rapidamente atrás dos caríssimos sedans japoneses.
Volkswagen Jetta
A história do Jetta no Brasil é simples: chegou aqui disfarçado de Bora, um Golf sedã com um design diferente, mais o mesmo painel. Aí nós ganhamos a geração 5, que cresceu, evoluiu e misturou a solidez alemã com um belo 2.5 5 cilindros. Isso o tornava um carro bom de ver e de dirigir, especialmente depois de 2008, quando o 2.5 foi de 150 para 170 cv. Até que a nova geração veio para trazer o custo-benefício como prioridade, adotando um design que o transforma em um mini-Passat - ou uma versão maior do Fox.

Ford Fiesta
Os primeiros Ford Fiesta de 1994 até 2001 nunca tiveram um design muito atraente, toda essa história mudou em 2002 quando foi lançada a 6ª geração do Fiesta. Ele agradou a brasileiros e brasileiras com um visual quase xerox do Fiesta europeu lançado no mesmo ano. Em 2007, o hatch e o sedan ganharam uma reestilização que fez mais bem ao sedan. Mas eis que a Ford decidiu que o pobre coitado do Fiesta tinha que receber o estilo Kinect, que fez com que isso tudo parecesse com maquiagem de pr . . . deixa pra lá.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Subaru irá produzir o XV Concept

Depois de ter aparecido no Salão do Automóvel de Nova York em abril, o Subaru XV COncept (que na verdade é a nova geração hatch do Impreza) também esteve em Melbourne, onde sua mãe oficializou sua produção.
Com 5 mil unidades por ano, o XV Concept será fabricado na Malásia e depois também terá uma produção maior no Japão. E ao melhor estilo Fiat Adventure, terá muito plástico na carroceria e 20 km de distância do chão.
O motor é o mesmo Boxer 2.0 de todo Subaru e o câmbio será um CVT Automático.

sábado, 14 de maio de 2011

7 carros de tração traseira que podemos comprar (com pouca grana)

Então você quer provar o mais viciante dos entorpecentes automotivos, visitando o restrito mundo dos carros tração traseira? Quer descobrir o prazer proibido de um powerslide, de um zerinho, ou de um simples burnout? Nós temos algumas opções que cabem no bolso de qualquer um.
Chevette – R$5-15 mil

Pequeno, leve, barato e relativamente resistente, o Chevette é a escolha perfeita não somente para quem quer fazer gracinhas, mas também para quem quer um carro de performance de baixo custo. Se você não gostou, é provável que o Chevette que tenha vindo à sua cabeça é um pé-de-boi marrom-claro caindo aos pedaços, com uma escada presa a um rack no teto e o adesivo "nóis capota mais num bréca" no vigia. Agora, pense em um Chevettte tubarãozinho com as faixas do GP, um motor AP 2.0 turbo sob o capô, com 280 cavalos, e diferencial auto-blocante. Se o original do Chevette for frágil pra tanto motor, você pode adaptar um Dana de Maverick ou Opala, com autoblocante e relação curta. Está feita a sua máquina de corridas (ok, sem freios e suspensão), drifting e tudo o que você precisar para ser dominado pelo capeta. Por menos de 30 mil reais – mas estamos falando de uma máquina extrema. Com a metade disso (ou menos), você compra um excelente Chevette original, e pode se divertir muito em dias de chuva. Garanto!

Opala e Omega – R$10-30 mil

Pai e filho compartilham da mesma receita: motor quatro ou seis cilindros em linha, tração traseira, e muito potencial para performance. Sua vida vai ser mais fácil com a suspensão traseira independente de um Omega 4.1, que tem bastante torque. A direção hidráulica precisa ajuda muito também. Aquele seu amigo entendido vai falar que a suspensão traseira do Opala dá susto, que é imprevisível – bom, diga pra ele virar homem. O Opala se comporta como qualquer carro tração traseira com eixo rígido: não é para iniciantes, mas não é um bicho de sete cabeças. É possível que sua mãe e sua avó dirigiram e estiveram a bordo de Opalas por centenas de vezes. O risco que você corre é proporcional ao grau de bobagens que você quer fazer. Saiba com que armas você está indo à guerra.


S10/Ranger cabine simples – R$15-25mil

Não estou de brincadeira, pois já vi um tio meu brincando com sua S10 em dias de chuva, e posso afirmar: funciona! Quase todas as versões vêm com diferencial autoblocante de série. Com apenas um jogo de amortecedores esportivos (a Impacto faz uns bacanas) para diminuir a rolagem da carroceria, e uma sutil rebaixada, essas picapes viram algo muito, muito divertido em dias de chuva. Para driftings no seco, você precisa de mais potência. Faça alguns carretos, junte a grana e seja diferente.

BMW 323i/325i E36 e Mercedes C280 W202 – R$15-35mil

Pra quem quer algo diferenciado em relação a um Omega, estas são as opções mais baratas e robustas. Seis cilindros em linha, aproximadamente 180 cavalos, diversão, conforto e distinção garantidas. O problema é claro, se chama manutenção. Recomendo estes dois apenas como um segundo carro, que possa ser encostado na oficina enquanto você manda trazer as peças de fora – sai muito mais barato que comprar nas autorizadas brasileiras. Não se esqueça que você precisa do câmbio manual – é impossível ter o mesmo grau de controle nas derrapagens com câmbio automático.

Subaru Impreza de 1ª geração – R$12-20mil

Tração integral, todos sabemos. E claro, todos querem o WRX. Mas você pode pegar um modelo mais simples, como um GL, e caracterizá-lo, como tanta gente fez por aí. O que você precisa para as derrapagens está lá: o motor boxer 4 cilindros, cheio de torque e potencial de preparação; e a tração integral – que pode ser convertida em 100% traseira, com algumas modificações no diferencial central. É um carro extremamente robusto – não raro, vemos unidades com 100, 200, 300 mil quilômetros andando por aí, ignorando tudo e todos. Sua manutenção não é barata. Se encontrar um carro de procedência com bom preço, agarre-o.

Lada Laika – R$3-10 mil

Parece impossível agradar à direita e à esquerda ao mesmo tempo, mas isso pode acontecer se você comprar um Lada Laika e submetê-lo a uma leve preparação. Mantenha o visual original, e garanta uma boa impressão àquela garotinha estilosa e comunista do curso de ciências humanas da USP. E você poderá surpreender playboys e aspirantes a piloto com um belo drifting em piso úmido. Não, não é um carro robusto, sim, você terá problemas para encontrar algumas peças. Toda excentricidade cobra um preço – mas neste caso, ela é baratinha.Dodge Polara – R$5-20 mil

Seria um traidor da Dodge se esquecesse esse americano! Apesar de que, de americano, ele não tem nada, literalmente: o nosso Dodge 1800 (ou Polara, como foi batizado posteriormente) é um inglês Hillman Avenger coupé. Com motor quatro cilindros de 1,8L, pequeno, relativamente leve e a amada tração traseira, é uma opção interessante ao Chevette. Sua manutenção não é tão complicada, muitas peças são fabricadas até hoje na Argentina. O mesmo não podemos falar sobre as raras peças de acabamento, como as lanternas traseiras. É um carro que lentamente entra no rol dos automóveis de coleção: um Polara em perfeito estado pode sair por mais de vinte mil reais. Você não vai querer fazer um powerslide com um carro de coleção. OK, eu faria.

Evite: Fusca, Brasília e outros com suspensão traseira do tipo Swing Axle

Você já viu um fusca saindo de traseira? É algo aterrorizante, graças à suspensão do tipo Swing Axle, cuja cambagem se torna bastante positiva em situações extremas. Não é difícil capotar um destes, e o motor traseiro não ajuda muito nas derrapagens controladas, tornando as reações mais lentas e de difícil retorno. Existem algumas modificações que reduzem o efeito de câmber, mas vá por mim: se você quer derrapagens controladas, não é um fusca que você quer. Sim, é bonito, estiloso, e uma vez bem preparado, torna-se o melhor sleeper que pode haver. Mas… vá por mim.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dez performances esportivas camufladas

Chevrolet Omega Fittipaldi

Apesar dos logos de homenagem ao Emerson, a série limitada Omega Fittipaldi é tão sóbria que ninguém notaria sua presença no meio de alguma comitiva de chefes de estado. O que os políticos nunca vão saber é que por baixo do discreto traje preto há uma sólida plataforma Holden de tração traseira, com motor V6 3,6 de 292 cavalos, capaz de fazer o 0 a 100 km/h em 6,8 segundos. Os motoristas das autoridades agradecem.

Ford Ka 1.6

Se um Ka 1.0 já proporciona muita diversão ao volante, os equipados com motor 1.6 (Action, XR, Black e o atual) exigem respeito em proporção inversa ao visual quase infantil. Estáveis e ariscos, com tendência a sair de traseira no limite e sem ABS na lista de opcionais, dão show em trajetos sinuosos, mas podem fazer os menos experientes passarem vergonha se não souberem dosar.

GMC Sierra

As picapes pesadas da GMC dividem com as Ford F-series o pedestal dos utilitários de macho capazes de transportar toneladas de bacon velozmente pelas imensidões do EUA. Mas ao contrário da F-150, a Sierra não adotou uma versão como a Raptor para exibir publicamente seu V8 de 6,2 litros, 409 cavalos e infinitos 57,6 kgfm de torque. Sem fantasia esportiva, ela empurra suas três toneladas de peso bruto até os 100 km/h em menos de sete segundos.

Mini Cooper

Boa parte dos descolados consumidores atuais dos Mini Cooper não fazem ideia de que possuem na garagem o sucessor de um dos maiores vencedores de rali na década de 60 – e que acaba de voltar às competições na forma dos novos Countryman feitos para disputar o Dakar e o WRC. A receita perdeu um pouco do radicalismo, mas continua fiel: baixo centro de gravidade e rodas nas extremidades, ótimas para o handling.

Chevrolet Chevette

Calma, ninguém está dizendo que o popular Chevettão oferece desempenho de Corsa GSi. Ocorre que, como eu irei explicar mais tarde, esta é provavelmente, a mais acessível plataforma de tração traseira (Fusca não conta) capaz de ser envenenada e se transformar em uma máquina de drifting. O próprio carro original sempre teve características de condução elogiadas – só faltava motor. E suspensão. E freios. Ok, faltava bastante.

Renault Clio 1.6 16V

Hoje extinto, o Clio 1.6 16 V chegou a ser, com seus 115 cavalos a àlcool, o hatch compacto mais potente à disposição, com boa oferta de torque em rotações baixas e altas. Sua inclusão na lista também é um manifesto sobre o descaso e até preconceito com que o mercado tratou nossos carros compactos com cabeçotes de 16 válvulas.

Ford Transit

Uma tia minha dirige uma dessas há 6 messes no Nordeste e diz que a van é surpreentemente rápida para um veículo comercial. Ela chegou ao Brasil equipada com um motor Duratorq 2.4 diesel de 115 cavalos que justifica o nome nos 32 kgfm a 1.750 rpm. Lá fora, tem como opção um 2.4 com 140 cavalos, e também um 3.2 TurboDiesel de 200 cavalos. E anos atrás ganhou até uma versão Sport Van com listras brancas e rodas aro 18.

Fiat Marea Weekend

Caso raro de fracasso de público que encontrou seu nicho entre os entusiastas, o Marea Turbo tinha uma frente agressiva, mas de resto era discreto até demais, principalmente o sedã. Mesmo com logotipos, chega a ser difícil convencer os leigos de que este foi um dos nacionais mais potentes de todos os tempos, com 182 cavalos de fábrica produzidos pelo sofisticado Fivetech.

Volvo 850 Turbo Wagon

Nenhum tijolo é tão rápido nas estradas quanto essa perua sueca turbinada, famosa tanto pelo desempenho dos motores de 5 cilindros e 20 válvulas de 170 ou 225 cavalos, quanto pelas estruturas e equipamentos de segurança. As versões 850R e T-5R, na casa dos 245 cavalos, disputaram o título de stations mais rápidas dos anos 90, atingiam 250 km/h sem muita ajuda da aerodinâmica e venceram provas no BTCC sob o comando de Tom Walkinshaw.

Subaru Legacy

Quase íamos esquecendo desse sedã que, ao longo de cinco gerações, pareceu sempre fazer força para ser o mais neutro possível e esconder das famílias suas características mais valiosas: a onipresente tração integral e os motores boxer, sempre com versões turbo disponíveis para os momentos secretos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Subaru Impreza 2012: a mais bonita geração (4ª) está lá em Nova York

O lançamento do Subaru Impreza 2012 está acontecendo no Salão de Nova York. O modelo tem novo visual, mais espaço interno e também ficou mais econômico. No entanto, as dimensões externas continuam as mesmas.O entre-eixos ficou 2,5 centímetros maior, e a parte de baixo da coluna A está em uma posição 20 centímetros à frente, resultando em mais espaço interno também no nível dos ombros. Em termos mecânicos, o motor da versão de entrada ficou menor, agora é 2.0 em comparação com o 2.5 anterior.

A potência caiu, são 148 cavalos, 22 a menos, mas também consumo melhorou significativamente. O interior ficou mais sóbrio, parecido com o de modelos alemães, com controles ergonômicos e disposição clássica. Os preços e as datas de lançamento ainda não foram revelados.

Abaixo, uma pequena galeria de fotos: