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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

10 renovações automotivas que fizeram mal

O maior problema de criar um ótimo carro, é que um dia ele vai precisar de uma renovação, e aí isso pode ser um risco. Esses são 10 exemplos disso:
Subaru Impreza
Na sua geração atual, o Subaru Impreza se tornou esteticamente um japonês genérico, Foi-se embora os olhares característicos, mais não o espírito de rali. Ele ainda tem as famosas versões STI, WRX e Cosworth, mas não há nada estético que denuncie isso. Simplismente deixou de parecer uma máquina de levantar poeira para ser um simples hatch médio.
Chrysler 300C
Ele parecia o carro do gângster americano moderno, com sua frente imponente e bruta, e janelas diminuídas pela linha de cintura alta. No mais claro exemplo dos motivos que quase levaram a Chrysler a falência, o 300C teve todas as suas características jogadas na gaveta, para ter linhas delicadas e fora de contexto, faróis de Lexus e um vinco traseiro que lembra exatamente um Chrysler de 1950 e poucos . . .
Karmann Ghia TC
Embora o Karmann Ghia não tivesse um bom desempenho, pelo menos seu visual era exemplar (ele era o Hyundai veloster dos anos 70). No sue lugar entrou um Karmann Ghia sem um design tão marcante, mais Volks que karmann, e que tentava ser um Porsche. Nem vou citar os problemas de vedação, mas digo que ele não fez tanto sucesso quanto o primeiro.
Fiat Mille
O estilo original do Mille - nascido Uno e rebatizado no meio de 1990 - foi feito pelo gÊnio do design Giorgetto Giugiaro. Você pode não gostar do estilo caixa dele, mas não pode dizer que não existia harmônia nas linha. Certo dia, algum estágiario em Betim achou que 20 anos de design igual era muito tempo, então decidiu renovar o carro com uma frente tão suave quanto a de um caminhão.
Gol G4
Em 2000 o Gol G3 veio trazendo um painel com bom acabamento, um estilo Volkswagen europeu e um painel de instrumentos legível e bonito. Foi então que em 2005 vieram plásticos tão resistentes quanto o de uma garrafa PET e um painel de instrumentos compartilhado com uma Honda Biz, fora o design que fora abandonado. O chamado Gol G4 foi inferiorizado frente seus antecessores e concorrente. Pelo menos na Argentina só chegou o novo visual, com o mesmo painel.
Ford Mustang II
Ao longo dos anos o Mustang foi se tornando um carro cada vez maior e mais potente, até que em um belo dia (no meio de uma crise do petróleo) ele simplismente foi transformado em um fastback sem potÊncia, personalidade, cheio de banha e sem graça. E essa desgraça foi rodeando ele até 2004, quando a Ford tomou vergonha na cara a lançou a atual geração, que invocou a áura do passado com a linda versão Boss e até 750 cv.
Chevrolet Vectra
Além de ter nascido um Opel Astra, o nosso vectra C ganhou suspensão traseira mais simples (e dura), perdeu na qualidade do acabamento e alguns itens que o Vectra B tinha desde 1996. Não serei injusto, ele até que era um bom carro, mas o problema é que o antigo era um caro superior, e que muitos dizem ser o melhor carro nacional dos anos 90. É por isso que ele ficou rapidamente atrás dos caríssimos sedans japoneses.
Volkswagen Jetta
A história do Jetta no Brasil é simples: chegou aqui disfarçado de Bora, um Golf sedã com um design diferente, mais o mesmo painel. Aí nós ganhamos a geração 5, que cresceu, evoluiu e misturou a solidez alemã com um belo 2.5 5 cilindros. Isso o tornava um carro bom de ver e de dirigir, especialmente depois de 2008, quando o 2.5 foi de 150 para 170 cv. Até que a nova geração veio para trazer o custo-benefício como prioridade, adotando um design que o transforma em um mini-Passat - ou uma versão maior do Fox.

Ford Fiesta
Os primeiros Ford Fiesta de 1994 até 2001 nunca tiveram um design muito atraente, toda essa história mudou em 2002 quando foi lançada a 6ª geração do Fiesta. Ele agradou a brasileiros e brasileiras com um visual quase xerox do Fiesta europeu lançado no mesmo ano. Em 2007, o hatch e o sedan ganharam uma reestilização que fez mais bem ao sedan. Mas eis que a Ford decidiu que o pobre coitado do Fiesta tinha que receber o estilo Kinect, que fez com que isso tudo parecesse com maquiagem de pr . . . deixa pra lá.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Hyundai apresenta o Elantra Coupé

Agora o melhor sedã . . . do MUNDO!!! quer ser também um cupê de duas portas. Feito para ser concorrente direto Honda Civic Si e do Kia Koup, o hyundai Elantra Coupé foi apresentado hoje prometendo desempenho e um bom consumo de combustível.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Full Power levou o Veloster ao dinamômetro. Alguém aqui esperava resultado diferente?

Que a Hyundai (leia-se Caoa) enganou os novos prorpiotários e todos os brasileiros dizendo que o Veloster vinha ao Brasil com o motor GDI 1.6 de injeção direta de combustível e 140 cavalos, nós já sabíamos. Só faltava alguém levar um para aferir a potência real que o carro produz no brasil.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ferrari 599XX Evolution traz aerodinâmica ativa para tempos mais baixos


Como fazer o modelo de pista da Ferrari para consumidores rodar ainda mais rápido? Um tanto a mais de potência sempre ajuda, mas a diferença de verdade aqui vem das asas traseiras que giram para frente e para trás ajustando o downforce de acordo com o esterçamento, forças g laterais, aceleração e velocidade.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Em uma semana de vendas, o Aventador já rendeu quase 20 milhões de reais no Brasil

Lançado há uma semana no Brasil, você de classe média como eu, ainda não deve ter tido a oportunidade de ver pelas ruas, um Lamborghini Aventador, mas saiba que ele pode ser considerado um sucesso de vendas.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Audi A1 vai aos 324 km/h

Às vezes é difícil ser levado a sério em um carro compacto. Mesmo assim – ou talvez movida por isso – a MTM levou um Audi A1 além dos 320 km/h com a ajuda de 507 cavalos na pista italiana de testes em Nardò. Nada mal para algo do tamanho de um saco de pipocas.

O Audi da ocasião, que produz 61,2 kgfm de torque, foi turbinado ao infinito, sem alterar a tração dianteira. E apesar disso provavelmente resultar em um terrível esterçamento das rodas pelo torque, a coisa vai de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos.

O Audi estava lado a lado com outros modelos preparados em um evento de velocidade na pista de Nardò, incluindo um Porsche 911 GT3 da 9FF, McLaren SLR da MKB, BMW M3 da G-Power e um Porsche Cayenne Turbo da SpeedArt. A velocidade máxima do Audi foi de 323,999 km/h.

É claro que tiramos o chapéu para o piloto, que deveria desejar algo com um entre-eixos maior – nem que fosse um Corolla – para maior estabilidade ao quebrar a barreira dos 300 km/h.

Mercedes quer entrar no segmento de utilitário-cupê com MLC

Menção Honrosa à BMW X6, que criou o mais estúpido, cretino e horroroso segmento dos Utilitários Esportivos Cupê. Agora Mercedes confirma que irá entra nessa farra com o novo MLC.

Como o nome diz, ele será derivado da Classe M com o estilo do CLS. Dizem que haverá muitos motores, entre os Diesel e também os AMG (este com nada menos que 544 cv para competir com o X6M). Com transmissão automática de 7 marchas, a previsão de lançamento é para 2014. Esperamos que não aconteça.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

McLaren dá um chá de emoção ao MP4-12C

Quem assitiu ao terceiro episódio do programa inglês Top Gear, viu uma disputa acirrada entre a McLaren MP4-12C e a Ferrari 458 Italia. Em questões técnicas a McLaren sai na frente, mas segundo Jeremy Clarkson, tamanha perfeição nos ajustes do carro resultou em um carro que não passa nenhuma emoção, sem "alma". Com isso o superesportivo italiano saiu na frente.

Tomando como construtiva a crítica, compartilhada com vários outos jornalistas que provaram o modelo, a McLaren promoveu ajustes de última hora para dar mais vivacidade ao MP4-12C. O modelo, que ainda não começou a ser entregue, passa a dar respostas mais afinadas às pisadas no acelerador e volante mais sensivel, entre outros acertos técnicos.

Para aumentar a interação entre o motorista e o carro, até a válvula que controla o som do motor foi ajustada para gerar um som mais encorpado, essencial em se tratando de um V8. No entanto, todos estes ajustes serão aplicados apenas com o modo Track, o mais esportivo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ele voltará . . . de novo.

Em 2010, a Volkswagen decidiu que lançaria uma nova geração do New Beetle de 1998. Consiguiu, e ele ficou mas "New" e mesmo "Beetle". Agora que ele abandonou a base do Golf IV e usa a do Golf VI, tem um motor 2.0 TSi de 200 cv e 28,5 de torque e chegará no final de 2012 aqui no Brasil.
Mas o que não estávamos esperando que o nome dele seria. . . Fusca! Isso mesmo, o nome que ele recebeu em 1983 e ficou até 1987, na sua primeira morte e depois de 1993 a 1996, quando achávamos que ele morreria de vez!
Mas agora, 15 anos depois, ele ressuscita (de novo ?).
Agora, segundo a revista carro, nos países onde será comercializado haverá opção de escolher o nome original do Beetle. Por aqui Fusca, Beetle na Inglaterra, Vocho no México, Coccinelle na França, Käfer na Alemanha… Mas nós ainda teremos que esperar no mínimo um ano.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A conclusão chocante do comparativo entre um BMW M3 e um Mustang GT

Para mim, o BMW M3 sempre teve algo de mítico, intocável. O supra-sumo de um coupé esportivo, algo acima do bem e do mal. E seria absurdo compará-lo a algo espartano e massificado como um Mustang GT de linha. O quê, e em um autódromo? Bem, com todo o respeito aos muscle cars que amo, isso é risível.

Mas o resultado do comparativo feito pela Motor Trend (o vídeo é imperdível) não tem nada de engraçado. O Mustang GT é mais veloz no quarto de milha, freia melhor e gera mais aderência lateral que o M3. Em resumo, faz tudo – e mais – o que o alemão faz, por 26.750 dólares a menos. Ficou espantado? Garanto que você não está sozinho neste clube.

Seria o caso de admitirmos que os americanos reaprenderam a fazer carros velozes? Com o Corvette ZR-1 e o Dodge Viper ACR detendo tempos de volta mais velozes que todos os supercarros de rua europeus em Nürburgring Nordschleife, não nos resta muita saída. Mas confesso, não esperava um pacato Mustang GT andar lado a lado com um M3 no autódromo de Willow Springs (Rosamond, EUA). É quase uma heresia.

Claro, ainda há uma diferença de refinamento, que surge não somente no acabamento interno, mas também no comportamento dinâmico: o Mustang, apesar de andar tanto quanto o M3, mergulha bastante nas frenagens, empina nas reacelerações e o sistema de direção não é muito comunicativo. Por outro lado – e parece inacreditável – o BMW sai mais de frente e sua eletrônica é mais intrusiva, reduzindo bastante o fator diversão e aumentando os tempos de volta.


Isso, aliado ao maior torque do V8 de cinco litros do Mustang, explica por quê o editor Ed Loe conseguiu ser mais rápido com o Ford no circuito. Nas mãos do experiente piloto de turismo Randy Pobst (nota: é admirável como ele consegue fazer observações técnicas andando com os carros no limite!), os dois carros andaram virtualmente juntos, com um décimo de vantagem para o M3.

Em resumo: dá trabalho ser veloz com o sofisticado e elegante M3. É preciso forçá-lo, trocar as marchas sempre no limite de rotações e trazer a frente com certa convicção nas entradas de curva – e você paga muito mais caro por isso.Respondendo a nós mesmos, a conclusão ao frigir dos ovos é: sim, o novo Mustang GT é melhor que o BMW M3. As banheiras estão subindo pelas paredes e dando nós em chucrutes. Onde esse mundo vai parar?

Dados do comparativo (BMW M3 / Mustang GT)

Tempo de volta, Randy Pobst (profissional): 1:27,67 / 1:27,76
Tempo de volta, Ed Loe (amador): 1:32,07 / 1:31,52
0 a 96 km/h: 4,4s / 4,4s
Tempo em 402m: 12,8s @ 110,9mph / 12,7s @ 111,6mph
Frenagem 96-0km/h: 33,5m / 32,9m
Aceleração lateral: 0,95g / 0,96g
Preço (como testado): US$67.575 / US$40.275

Ford irá ressuscitar o Capri

Um ícone da Ford Europa irá renascer. O Capri chega pra ser um concorrente de peso para Scirocco, Mégane Coupé e cia. E será um modelo mundial.
A Ford diz que o estilo será baseado no conceito Iosis Max de 2009. A motorização deverá ser 1.6 com 148 cv e 2.0 com 200 cv.

Esta última fará o Capri ir de 0 a 100 km/h em 6 segundos e atingir máxima de 250 km/h. Calcula-se que o preço nos EUA será em torno de US$30.000.

Esses podem ser imagens do novo Mercedes-Benz C63 AMG Black Series

São duas possibilidades: esse é o novo C63 AMG Black Series, ou a Mercedes está achando que somos um bando de otários. Mas nas duas, têm alguém nos chamando de otários.
Aqui vocês veêm fotos exclusivas de algum site de notícias que mostram o que seriam 3 fotos exclusivas do C63 AMG BLACK Series. O que vocês querem saber: provável motor 6.2 V8 de 517 cv, redução de peso em 20 kg por conta dos bancos concha e painel de fibra de carbono, rodas de liga leve especiais, suspensão esportiva e linhas muiito agresssivas (ufa!).
Mas por que teríamos um Black Series na cor vermelha? Por que seria vazamento de fotos, já que tem portas abertas e gente quase sentando (isso é na Europa, porque se fosse Brasil teria 30 nego dentro do carro já) nos bancos concha? E por que as imagens desse segredo estão mais nítidas do que quando eu tirei uma foto do meu carro? Vamos esperar as respostas . . .

Obs.: Ouvi dizer que o Black Series será prata no Brasil.
Obs. 2: O motor também poderia ser o montruoso 6.0 V12 de 661 cv e inacabáveis 95 kgfm de torque.

domingo, 3 de julho de 2011

Depois de um longo tempo, veja a Hennesey CTS-V dando um tapa na cara do Godzilla

Quando o Hennessey CTS-V Sport Wagon enquadrou o Porsche 911 Turbo, muitos reclamaram de que o 911 era de um modelo antigo. Tudo bem. Aqui está a perua de 650 cv correndo contra um Nissan GT-R. Embora ambos custem cerca de 80.000 nos EUA, eles estão distantes entre si no espectro. Um é uma perua-muscle V8 americana e outro é um matador de supercarros high-tech japonês V6.

Nós sempre brincamos chamando o GT-R de Godzilla, mas ele não se compara à enorme perua fora da reta de arrancada, onde a CTS-V Wagon o derrotou com um tempo de 11,7 segundos sobre 11,8 segundos do GT-R. Temos certeza que o GT-R original espancaria a CTS-V em uma pista com curvas, mas ainda assim é um prazer ver uma perua despachar um concorrente tão honrado, mesmo que seja em uma corrida tão ridícula.

Agora… que tal usar o GT-R preparado pela Hennessey para correr contra a CTS-V?

sábado, 25 de junho de 2011

Ultimo exemplar do Bugatti Veyron é vendido

O último dos 300 Bugatti Veyrons 16.4 “normais” acaba de sair da fábrica na zona rural francesa, já está reservado e será entregue ano que vem. E você achando que conseguiria juntar dinheiro suficiente a tempo de comprar um.

Claro, os bilionários do mundo ainda poderão comprar o convesível Grand Sport, e se você realmente precisa jogar grana pela janela, sempre haverá uma oferta relativamente ampla no mercado de usados. Mas mesmo para aqueles que, como nós, nunca serão tão ricos, vale a pena parar para pensar um pouco no fim de uma era onde humanos construíam carros com 16 cilindros, mais de 1000 cavalos e que era capaz de correr a mais de 400 km/h enquanto queimava oito litros de gasolina por minuto. Sic semper tyrannis.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

10 carros que melhoraram com o tempo

Às vezes carros ruins são como os vinhos – precisam de alguns anos para ficarem bons. Aqui estão dez carros que ficaram melhores com o passar dos anos.
Toyota Prius 2001
Cara, o Prius era feio, não? Não é nenhuma Lamborghini hoje, mas sorte a nossa que eles arrumaram o carro. A história é que a Toyota tinha uma competição entre seus departamentos de estilo pelo Prius e o pessoal da Califórnia venceu. Uau, Toyota California Design! Vocês realmente sabem como desenhar um carro.
Toyota Supra 1979
No começo o Supra era mais um grand tourer que um cupê esportivo com foco no desempenho que todos conhecemos e adoramos. Não era lá muito rápido, mas era bom de dirigir. O carro acabou se tornando o monstro turbinado que todos adoramos.
Pontiac Fiero 1984
O Fiero ganhou versões nervosas desde o seu lançamento, mas como recém-nascido, foi problemático. O carro era pesado demais para o fraco Iron Duke de quatro cilindros, o que afeta tanto o desempenho em linha reta quanto o manejo do carro. Um V6 foi instalado e o desempenho melhorou, mas a GM perdeu a paciência com o modelo e tirou o fio da tomada logo depois.
Ford Explorer 1997
Qual era seu problema? Ele foi aquele que deu início a tudo. Que ideia brilhante, Ford: vamos construir um SUV para pessoas que não andam fora da estrada! Além disso, qualquer brisa afetava o equilíbrio do carro. O monstro da rolagem foi domado e o atual modelo até é agradável de dirigir.
Ford Ecosport 2003
A proposta de jipe urbano do Ecorsport fez sucesso instantâneo desde o lançamento, em 2003. Poucos meses depois, porém, o modelo já havia recebido o apelido "Nhecosport", devido à irritante e inacreditável capacidade de produzir barulhos e rangidos no interior. Aos poucos, a Ford tratou de melhorar o acabamento e a qualidade de construção do carro, e evitou que o Ecosport se tornase um mico.
Land Rover Discovery 1989
O primeiro Discovery tinha sérios problemas em qualquer lugar que não fosse uma selva ou um deserto. Era instável sob ventos laterais, era ensurdecedor no asfalto e – surpresa! – tinha os típicos problemas elétricos dos carros ingleses. Por sorte o atual modelo, o Discovery 4, é livre de quase todos esses problemas.
Porsche Boxster 1997
Junto com o Miata, o Boxster surgiu para representar o roadster moderno. É o Porsche "acessível" e o baixo preço da versão de entrada deve ter algo a ver com os inúmeros problemas de confiabilidade e qualidade dos primeiros modelos. O novo Boxster tem estilo, velocidade e é confiável. Você escolhe.
VW Polo 2003

O Polo nasceu com qualidades de construção, acabamento e dirigibilidade inegáveis. O problema foi a frente, com quatro faróis redondos separados ao melhor estilo Mercedes classe E da época, mas absolutamente sem nenhuma identificação com o resto da linha VW. Quando as duplas se uniram, no facelift realizado em 2006, as vendas finalmente entraram nos eixos. No caso do sedã, também ajudou a repaginada na traseira, substituindo as lanternas horizontais por outras com formas arredondadas – curiosamente o contrário do que houve na dianteira.

Chevrolet Corvette 1953

Apesar da harmonia pura do design, o primeiro Corvette era um estilista anêmico. Difícil imaginar hoje um Vette sem motor V8, mas ele nasceu com um seis cilindros em linha com 150 cavalos, acoplado a uma geriátrica transmissão automática de duas (duas!) marchas. A aura que hoje parece eterna só seria consolidada após o advento do V8, em 1955, atingindo o ápice com a segunda geração, o mitológico Stingray, de 1963.

Dodge 1800 1972

Por que melhorou? Simplesmente porque não tinha como piorar. Apesar da cilindrada respeitável, o motor 1.8 fazia no máximo 140 km/h, e com alto consumo. A qualidade da manufatura era temerária: num teste de longa duração da revista Quatro Rodas, a alavanca de câmbio partiu-se quatro vezes em 30 mil km! Os aprimoramentos graduais foram tantos que, em 1976, o carro foi rebatizado de Polara. As vendas melhoraram, mas não tanto: após nove anos de vida, o "Dodginho" se aposentou, registrando razoáveis 92.665 unidades construídas.

domingo, 19 de junho de 2011

Nürburgring Nordschleife ao contrário???

Quando o assunto é uma hot lap no inferno verde (que pode ser feita por qualquer mortal com 24 Euros no bolso), a imagem que vem na cabeça é apenas uma: câmera instalada no interior, cronômetro inserido digitalmente e um show (ou não) de pilotagem na montanha russa alemã.

Agora, e se a câmera fosse instalada ao contrário, mostrando as reações de Daniel, um (bom) piloto amador, e sua esposa Alex, ao longo dos 20,8 km de Nordschleife?


Bem, é isso o que o alemão decidiu fazer. O bom gosto do cara pode ser comprovado não só pela companhia (e veja que barato, a força G pode ser mensurada pelos cabelos dela – particularmente aos 1:42, quando contornam a Aremberg), como também pelo carro que ele está guiando: o BMW 135i – não é porque é o meu bimmer favorito, este carro é realmente duca. Talvez um dos brinquedos com melhor relação diversão-segurança para Nurburgring: entre-eixos curto, motor dianteiro com potência na medida (304 cv, 6 em linha com turbo de duplo estágio), tração traseira, ótima ergonomia…

Mas como Nordschleife é Nordschleife, a partir dos 2:25 Daniel olha incrédulo para o espelho retrovisor: nele, há nada menos que um Golf II preparado (guardadas as proporções, é como se fosse um Gol caixinha); que o acompanha de perto – e o ultrapassa, sem muita conversa! Carrinho nada ingênuo, este…

A partir dos 4:10, eles entram na seção final do circuito; caracterizado por uma série interminável de curvas de média em subida e descida. É o lugar onde há o maior índice de acidentes da pista. A expressão facial deles muda, mas o casal tem sangue frio e continua no mesmo espírito!

Aos interessados, o cara usou na filmagem uma GoPro Hero HD, fixada no parabrisa com um suporte de sucção. E a trilha sonora, bem, se você não sabe…

terça-feira, 14 de junho de 2011

Crie seu carro: Mais Chevrolet

Crie seu Corsa
Crie seu Tigra
Crie seu Omega
Depois desses três acabou os Chevrolet's. Temos agora todas as variações do Corsa (inclusive o Tigra) que estão disponíveis no Brasil e que foi o por muito tempo considerado o melhor carro nacional.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Crie seu carro: Chevrolet's

Crie seu Opala
Crie sua Charrete
Fiquei ocupado com o especial de aniversário do MG, e esqueci de publicar o crie seu carro. Voltamos com 2 Chevrolet's de épca, o Chevette (popularmente conhecido como "charrete") e o Opalão.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que realmente significa pra nós os muscle-cars?

Para muita gente, dar importância ao ranking de vendas de esportivos de duas portas é algo tão equivocado quanto fazer um concurso de cuspe a distância. Grandes V8 são espécies ameaçadas e a tração traseira aumenta o consumo de combustível. Mas, pelo amor de deus, a suspensão traseira do Mustang tem a mesma tecnologia que uma Pampa. Quem se importa?

Todos nós deveríamos, porque o Camaro e o Mustang (e o Dodge Challenger) não são mais os museus ambulantes da tecnologia automotiva, peças velhas cobertas por carrocerias reluzentes vendidas a jovens com muita grana. Eles são tão avançados quanto qualquer outro modelo que a GM e a Ford fazem sem motores elétricos, e eles estão evoluindo rápido.

É importante notar que não foi apenas um acidente de percurso que o Camaro tenha vencido a corrida de vendas em 2010; ele foi batido pelo Mustang até 2009. Projetado na Austrália, construído no Canadá e estilizado em Detroit, o Camaro é o exemplo de como a GM precisa trabalhar com seus recursos globais. Seu visual é polarizador: a visibilidade é comparável ao de um caveirão do BOPE e o porta-malas parece um envelope, mas ainda é um dos carros mais divertidos pelo que custa.

Legiões de fãs do Mustang já estão dizendo que 2010 foi um engano; eles culpam a Ford por anunciar os modelos novos cedo demais, incluindo aí o retorno do 5.0 V8, e que o V6 de 2011 faria 12 km/l em trecho rodoviário. Até mesmo a Ford fez pouco caso da competição, apesar da enxurrada de press-releases no começo de 2010 falando sobre as poucas vitórias do Mustang. Mas em alguma sala na matriz da Ford há um quadro com um gigante “DERROTAR O CAMARO” escrito como uma das metas para 2011.

Não foram apenas o Camaro e o Mustang que ganharam novos compradores em 2010 (32% e 10% em relação a 2009, respectivamente). O Dodge Challenger, debilitado pelo maior chassi dos três, viu suas vendas crescerem 42%.

Há poucos anos, a Ford, a GM e a Chrysler se contentariam em contar o dinheiro e deixariam os carros mais vendidos de lado, arrumando apenas umas cores novas. Em vez disso, o Camaro ganhará uma versão conversível, uma nova edição Z28 e aparentemente um V6 aprimorado. A Ford já está falando sobre as mudanças no Mustang 2012, além do desfile inifinito de edições especiais. O Challenger também ganhará um novo V6 e novas versões de alto desempenho. Os modelos mais radicais do Camaro e do Mustang terão mais potência que seus topos-de-linha tinham há dez anos e ainda serão mais econômicos.

Há uma verdadeira guerra entre os muscle cars de Detroit, não entre as fabricantes, mas entre dois grupos de fãs que não precisam mudar de vida para ter um bom esportivo. No ano passado, mais de 190 mil pessoas se juntaram-se à causa de dirigir com prazer a bordo destes três modelos.

É assim que se ganha uma guerra.

[E nós do hemisfério sul perguntamos: dona Ford, os caras da GM venderam 500 Camaros no Brasil em 40 dias. Lucro. Dinheiro. Sonhos. Imagem. O que falta para vocês trazerem o Mustang oficialmente para cá, do jeito certo?]

sábado, 14 de maio de 2011

7 carros de tração traseira que podemos comprar (com pouca grana)

Então você quer provar o mais viciante dos entorpecentes automotivos, visitando o restrito mundo dos carros tração traseira? Quer descobrir o prazer proibido de um powerslide, de um zerinho, ou de um simples burnout? Nós temos algumas opções que cabem no bolso de qualquer um.
Chevette – R$5-15 mil

Pequeno, leve, barato e relativamente resistente, o Chevette é a escolha perfeita não somente para quem quer fazer gracinhas, mas também para quem quer um carro de performance de baixo custo. Se você não gostou, é provável que o Chevette que tenha vindo à sua cabeça é um pé-de-boi marrom-claro caindo aos pedaços, com uma escada presa a um rack no teto e o adesivo "nóis capota mais num bréca" no vigia. Agora, pense em um Chevettte tubarãozinho com as faixas do GP, um motor AP 2.0 turbo sob o capô, com 280 cavalos, e diferencial auto-blocante. Se o original do Chevette for frágil pra tanto motor, você pode adaptar um Dana de Maverick ou Opala, com autoblocante e relação curta. Está feita a sua máquina de corridas (ok, sem freios e suspensão), drifting e tudo o que você precisar para ser dominado pelo capeta. Por menos de 30 mil reais – mas estamos falando de uma máquina extrema. Com a metade disso (ou menos), você compra um excelente Chevette original, e pode se divertir muito em dias de chuva. Garanto!

Opala e Omega – R$10-30 mil

Pai e filho compartilham da mesma receita: motor quatro ou seis cilindros em linha, tração traseira, e muito potencial para performance. Sua vida vai ser mais fácil com a suspensão traseira independente de um Omega 4.1, que tem bastante torque. A direção hidráulica precisa ajuda muito também. Aquele seu amigo entendido vai falar que a suspensão traseira do Opala dá susto, que é imprevisível – bom, diga pra ele virar homem. O Opala se comporta como qualquer carro tração traseira com eixo rígido: não é para iniciantes, mas não é um bicho de sete cabeças. É possível que sua mãe e sua avó dirigiram e estiveram a bordo de Opalas por centenas de vezes. O risco que você corre é proporcional ao grau de bobagens que você quer fazer. Saiba com que armas você está indo à guerra.


S10/Ranger cabine simples – R$15-25mil

Não estou de brincadeira, pois já vi um tio meu brincando com sua S10 em dias de chuva, e posso afirmar: funciona! Quase todas as versões vêm com diferencial autoblocante de série. Com apenas um jogo de amortecedores esportivos (a Impacto faz uns bacanas) para diminuir a rolagem da carroceria, e uma sutil rebaixada, essas picapes viram algo muito, muito divertido em dias de chuva. Para driftings no seco, você precisa de mais potência. Faça alguns carretos, junte a grana e seja diferente.

BMW 323i/325i E36 e Mercedes C280 W202 – R$15-35mil

Pra quem quer algo diferenciado em relação a um Omega, estas são as opções mais baratas e robustas. Seis cilindros em linha, aproximadamente 180 cavalos, diversão, conforto e distinção garantidas. O problema é claro, se chama manutenção. Recomendo estes dois apenas como um segundo carro, que possa ser encostado na oficina enquanto você manda trazer as peças de fora – sai muito mais barato que comprar nas autorizadas brasileiras. Não se esqueça que você precisa do câmbio manual – é impossível ter o mesmo grau de controle nas derrapagens com câmbio automático.

Subaru Impreza de 1ª geração – R$12-20mil

Tração integral, todos sabemos. E claro, todos querem o WRX. Mas você pode pegar um modelo mais simples, como um GL, e caracterizá-lo, como tanta gente fez por aí. O que você precisa para as derrapagens está lá: o motor boxer 4 cilindros, cheio de torque e potencial de preparação; e a tração integral – que pode ser convertida em 100% traseira, com algumas modificações no diferencial central. É um carro extremamente robusto – não raro, vemos unidades com 100, 200, 300 mil quilômetros andando por aí, ignorando tudo e todos. Sua manutenção não é barata. Se encontrar um carro de procedência com bom preço, agarre-o.

Lada Laika – R$3-10 mil

Parece impossível agradar à direita e à esquerda ao mesmo tempo, mas isso pode acontecer se você comprar um Lada Laika e submetê-lo a uma leve preparação. Mantenha o visual original, e garanta uma boa impressão àquela garotinha estilosa e comunista do curso de ciências humanas da USP. E você poderá surpreender playboys e aspirantes a piloto com um belo drifting em piso úmido. Não, não é um carro robusto, sim, você terá problemas para encontrar algumas peças. Toda excentricidade cobra um preço – mas neste caso, ela é baratinha.Dodge Polara – R$5-20 mil

Seria um traidor da Dodge se esquecesse esse americano! Apesar de que, de americano, ele não tem nada, literalmente: o nosso Dodge 1800 (ou Polara, como foi batizado posteriormente) é um inglês Hillman Avenger coupé. Com motor quatro cilindros de 1,8L, pequeno, relativamente leve e a amada tração traseira, é uma opção interessante ao Chevette. Sua manutenção não é tão complicada, muitas peças são fabricadas até hoje na Argentina. O mesmo não podemos falar sobre as raras peças de acabamento, como as lanternas traseiras. É um carro que lentamente entra no rol dos automóveis de coleção: um Polara em perfeito estado pode sair por mais de vinte mil reais. Você não vai querer fazer um powerslide com um carro de coleção. OK, eu faria.

Evite: Fusca, Brasília e outros com suspensão traseira do tipo Swing Axle

Você já viu um fusca saindo de traseira? É algo aterrorizante, graças à suspensão do tipo Swing Axle, cuja cambagem se torna bastante positiva em situações extremas. Não é difícil capotar um destes, e o motor traseiro não ajuda muito nas derrapagens controladas, tornando as reações mais lentas e de difícil retorno. Existem algumas modificações que reduzem o efeito de câmber, mas vá por mim: se você quer derrapagens controladas, não é um fusca que você quer. Sim, é bonito, estiloso, e uma vez bem preparado, torna-se o melhor sleeper que pode haver. Mas… vá por mim.