terça-feira, 18 de outubro de 2011
Adeus geração mulher do New Beetle
terça-feira, 19 de julho de 2011
Beetle 2012 já tem preços definidos no México
Recém iniciada sua produção no México, o Beetle 2012 já tem seus preços sugeridos para aquele mercado latino. O Beetle 2012 será oferecido aos mexicanos em três versões: 2.5 Base (R$32.200), 2.5 Sport (R$34.800) e 2.0 TSI Sport (R$42.300). As versões Sport contam com teto solar, rodas de liga leve, sistema de áudio com tela de LCD, Bluetooth, entre outros. No 2.0 TSI, o Beetle 2012 ainda conta com ESP, XDS (controle de tração) e navegador com HD.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW NEW

A: -O novo Civic vem aí!
B: -Quê? Chegou tarde amigo, ele já está no mercado desde 2007…
A: -Não, não! Este é diferente, é 2012, é o New Civic. Mudou tudo.
B: -Mas o nome já não era “novo”?
A: -Sim, mas o novo ficou velho, então agora temos o novo New Civic, o Novo Novo Civic, enfim, novidade.
B: -E quando a próxima geração sair? Vai ter mais um “new” ou “novo” no nome? Até quando vai isso?
A: -Não faça perguntas difíceis.
Você não se diverte com os marketeiros e publicitários? Se não, deveria. Nós rimos junto com eles quando eles fazem as sacadinhas geniais de comerciais e posicionamento de produtos no mercado, e rimos da cara deles quando tentam fazer atalhos que resultam em cagad@s – consequência da necessidade constante do “think out of the box”.
A última moda destes caras – que odeiam ser confundidos um com o outro, mais que arquitetos e engenheiros civis – é o emprego de palavras grudentas. Imagino que a categoria destas palavras grudentas deva ser descrita por outra palavra grudenta, porque palavras grudentas é o que eles mais gostam. Nos anos 80 e 90, a moda eram metais nobres, mas comuns: Ouro, Gold, Silver, Prata. Ou coisas descritivas, como Special, Exclusive, Plus, etc. De um tempo pra cá, a coisa ficou mais hi-tech ou sofisticada: Carbon, Platinum; ou Premium – que descreve desde ração de cachorro até cartão de crédito. Ou radicais, tipo X-Treme, Mega, Ultimate. Já o Personal emboiolou e virou Personalité. Huumm… boiolinha!
Ah. Sustentabilidade, ô palavrinha maldita usada por esses caras para “agregar valor”. A gente odeia quando descobre, mas temos de admitir: funciona. Vende, nós compramos mais. Então, so sorry… eles estão certos, eu estou errado.
O mundo dos carros estava relativamente tranquilo de palavrinhas mágicas (exceto aquela mentira do “feirão a preço de fábrica”, dando a entender que ou as fábricas estariam dando o carro para você a preço de custo, ou que você não pagaria o valor intermediário entre a marca e a concessionária. Não seja tonto).
Bem, mas indo ao que interessa: quando o Gol bolinha saiu, ele era o novo Gol. Sem a maiúscula ao lado do prefixo, porque é óbvio, o prefixo não fazia parte do nome. Tanto que virou o quê, o Gol bola, contraposto ao Gol caixinha. Não desmerecia o produto, não o depreciava – o carro continuou como líder isolado de vendas no país. Assim como o mercado praticamente se auto-regula na economia, a sociedade também cuida de definir os produtos – não precisa de um geniozinho que acredita estar num nível de percepção acima do resto.
Mas aí um destes acima quis pensar “out of the box”. Quis trazer um frescor de novidade que fosse incorporado ao produto, sem abrir mão dos valores já conquistados por ele. Daí nasceu o New Beetle em 1997. Notem a maiúscula, o New faz parte do nome dele. Mas se nem a Nicole Kidman fica jovem pra sempre, é óbvio que o New Beetle um dia iria ficar old.
O resultado disso é que o Beetle 2012 perdeu o “New” do nome, ficando apenas com o ano incorporado ao nome. Então, na hora de vendê-lo, você pode anunciar o bichinho como… “vendo Beetle 2012 2012-2013″, que tal?
(nota: agradecimento aos leitores Rafthehay e BrizioPaes pela correção)
Cousa líndjia
Claro, nem tudo é espanco. Tem um lado da história que justifica o New fazer parte do nome do Beetle “reloaded”. Apesar de querido, popular, carismático e tudo o mais, o Fusca era visto como um ícone de atraso tecnológico. Não dá pra trazer este nome de volta pelado, sem um temperinho que dissesse de alguma forma “ei, não sou mais um carro democrático e popular! Não é só o automóvel que é novo, sou um conceito completamente novo também. Virei uma coisa feita pra mulheres e bi…”. Enfim, uma brisa.
Só que isso não vale muito para o resto do mercado. O resto que adotou o New ou Novo foi por oportunismo, o mesmo oportunismo que você encontra na Alface Premium ou em todos os bancos “sustentáveis” – você acha mesmo que eles são altruístas a este ponto?
Daí chegamos neste cenário que temos hoje. Todo mundo ficou gago. Pergunte pro seu colega sobre o Civic que vem aí. O cara vai falar:
-O novo Novo Civic?
Ou chegue na Ford, e pergunte do novo Fiesta. Essa é boa.
-Você quer o Novo Fiesta ou o New Fiesta?
Cuidado cara, são dois carros completamente diferentes. O Novo Fiesta é um velho Fiesta com cara de ET de Varginha, o New Fiesta é um carro muito mais caro e bacana, importado. Agora, pense quando saírem as novas versões deles: novo novo Fiesta e o novo New Fiesta. Ou o Novo Fiesta 2013.
É tanta novidade que tudo parece monótono e o velho é que parece novo.
sábado, 14 de maio de 2011
7 carros de tração traseira que podemos comprar (com pouca grana)
Chevette – R$5-15 mil Pequeno, leve, barato e relativamente resistente, o Chevette é a escolha perfeita não somente para quem quer fazer gracinhas, mas também para quem quer um carro de performance de baixo custo. Se você não gostou, é provável que o Chevette que tenha vindo à sua cabeça é um pé-de-boi marrom-claro caindo aos pedaços, com uma escada presa a um rack no teto e o adesivo "nóis capota mais num bréca" no vigia. Agora, pense em um Chevettte tubarãozinho com as faixas do GP, um motor AP 2.0 turbo sob o capô, com 280 cavalos, e diferencial auto-blocante. Se o original do Chevette for frágil pra tanto motor, você pode adaptar um Dana de Maverick ou Opala, com autoblocante e relação curta. Está feita a sua máquina de corridas (ok, sem freios e suspensão), drifting e tudo o que você precisar para ser dominado pelo capeta. Por menos de 30 mil reais – mas estamos falando de uma máquina extrema. Com a metade disso (ou menos), você compra um excelente Chevette original, e pode se divertir muito em dias de chuva. Garanto!
Opala e Omega – R$10-30 mil Pai e filho compartilham da mesma receita: motor quatro ou seis cilindros em linha, tração traseira, e muito potencial para performance. Sua vida vai ser mais fácil com a suspensão traseira independente de um Omega 4.1, que tem bastante torque. A direção hidráulica precisa ajuda muito também. Aquele seu amigo entendido vai falar que a suspensão traseira do Opala dá susto, que é imprevisível – bom, diga pra ele virar homem. O Opala se comporta como qualquer carro tração traseira com eixo rígido: não é para iniciantes, mas não é um bicho de sete cabeças. É possível que sua mãe e sua avó dirigiram e estiveram a bordo de Opalas por centenas de vezes. O risco que você corre é proporcional ao grau de bobagens que você quer fazer. Saiba com que armas você está indo à guerra.
S10/Ranger cabine simples – R$15-25mil Não estou de brincadeira, pois já vi um tio meu brincando com sua S10 em dias de chuva, e posso afirmar: funciona! Quase todas as versões vêm com diferencial autoblocante de série. Com apenas um jogo de amortecedores esportivos (a Impacto faz uns bacanas) para diminuir a rolagem da carroceria, e uma sutil rebaixada, essas picapes viram algo muito, muito divertido em dias de chuva. Para driftings no seco, você precisa de mais potência. Faça alguns carretos, junte a grana e seja diferente.
BMW 323i/325i E36 e Mercedes C280 W202 – R$15-35mil Pra quem quer algo diferenciado em relação a um Omega, estas são as opções mais baratas e robustas. Seis cilindros em linha, aproximadamente 180 cavalos, diversão, conforto e distinção garantidas. O problema é claro, se chama manutenção. Recomendo estes dois apenas como um segundo carro, que possa ser encostado na oficina enquanto você manda trazer as peças de fora – sai muito mais barato que comprar nas autorizadas brasileiras. Não se esqueça que você precisa do câmbio manual – é impossível ter o mesmo grau de controle nas derrapagens com câmbio automático.
Subaru Impreza de 1ª geração – R$12-20mil Tração integral, todos sabemos. E claro, todos querem o WRX. Mas você pode pegar um modelo mais simples, como um GL, e caracterizá-lo, como tanta gente fez por aí. O que você precisa para as derrapagens está lá: o motor boxer 4 cilindros, cheio de torque e potencial de preparação; e a tração integral – que pode ser convertida em 100% traseira, com algumas modificações no diferencial central. É um carro extremamente robusto – não raro, vemos unidades com 100, 200, 300 mil quilômetros andando por aí, ignorando tudo e todos. Sua manutenção não é barata. Se encontrar um carro de procedência com bom preço, agarre-o.
Lada Laika – R$3-10 mil Parece impossível agradar à direita e à esquerda ao mesmo tempo, mas isso pode acontecer se você comprar um Lada Laika e submetê-lo a uma leve preparação. Mantenha o visual original, e garanta uma boa impressão àquela garotinha estilosa e comunista do curso de ciências humanas da USP. E você poderá surpreender playboys e aspirantes a piloto com um belo drifting em piso úmido. Não, não é um carro robusto, sim, você terá problemas para encontrar algumas peças. Toda excentricidade cobra um preço – mas neste caso, ela é baratinha.
Dodge Polara – R$5-20 mil
Seria um traidor da Dodge se esquecesse esse americano! Apesar de que, de americano, ele não tem nada, literalmente: o nosso Dodge 1800 (ou Polara, como foi batizado posteriormente) é um inglês Hillman Avenger coupé. Com motor quatro cilindros de 1,8L, pequeno, relativamente leve e a amada tração traseira, é uma opção interessante ao Chevette. Sua manutenção não é tão complicada, muitas peças são fabricadas até hoje na Argentina. O mesmo não podemos falar sobre as raras peças de acabamento, como as lanternas traseiras. É um carro que lentamente entra no rol dos automóveis de coleção: um Polara em perfeito estado pode sair por mais de vinte mil reais. Você não vai querer fazer um powerslide com um carro de coleção. OK, eu faria.
Você já viu um fusca saindo de traseira? É algo aterrorizante, graças à suspensão do tipo Swing Axle, cuja cambagem se torna bastante positiva em situações extremas. Não é difícil capotar um destes, e o motor traseiro não ajuda muito nas derrapagens controladas, tornando as reações mais lentas e de difícil retorno. Existem algumas modificações que reduzem o efeito de câmber, mas vá por mim: se você quer derrapagens controladas, não é um fusca que você quer. Sim, é bonito, estiloso, e uma vez bem preparado, torna-se o melhor sleeper que pode haver. Mas… vá por mim.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Top 10 - Bons de Manobra
Gol 1.0 16V TurboBastava ter motor 1.0 para ser considerado popular e ter uma generosa redução de IPI (10%). Tão generosa que deu surgimento a populares como o Fiesta 1.0 Supercharger e o Gol 1.0 16V Turbo (foto).Sua irmã Parati, chegava a ser mais cara que um Mercedes Classe A.
New Civic LXA isenção de impostos para deficientes físicos era restrita a carros de até 127 hp, mas o New Civic 1.8 veio com um motor de 16V e 140 cv. A Honda nada boba, deu um jeito. Criou uma versão LX automática com chip de (baixa) potência, programado para limitar giros e o motor não passar de 125 cv.
Mercedes CLCO CLC é montado aqui, mas a Mercedes paga o imposto de cada uma das peças e ganha o direito de registrá-lo como nacional. Antes, a Mercedes recebia peças, montava e exportava para os EUA. O nosso C vinha da Alemanha, tributado como importado.
Os pés-de-boiDKW Pracinha, Gordini Teimoso, Simca Profissional (foto) e Fusca Pè-de-boi aproveitaram o programa do carro popular em 1965, com juros baixos e 48 meses para pagar na Caixa Econômica. Nada de cromados, frisos - no Teimoso faltava até uma das lanternas.
Mercedes ML 320 CDiQuem diria, a Mercedes de novo! Diesel só pode para veículos de carga para mais de 1 tonelada ou jipes com redução de marchas. O ML 320 CDi não tem reduzida, mas a Mercedes convenceu que a primeira atua como reduzida. A do ML, a do Mille Fire e todos os outros carros de passeio.
Fusca e KombiItamar Franco queria o Fusca de volta para brigar com os populares, mas o motor era 1.6. A solução foi a lei incentivar carros 1.0 ou refrigerados a ar - um incentivo a motores mais poluidores, para morrermos logo! Por tabela, isso beneficiou a Kombi. Logo a GM emplacou o Chevette L, 1.6 a água. Talvez por ter tração traseira . . .
GMC 3500 HDNo fim da vida, a Silverado deu um salto. Seu peso bruto aumentou de 3.300 para 3.520 kg. Pouco, mas suficiente para transformá-la, aos olhos da lei, num caminhão. Batizada como GMC 3500 HD, a ex-picape teve seu IPI reduzido à metade, para 5%.
Asia TownerNos anos 90, a Asia Motors trouxe Towner com imposto mais baixo, com a promessa de fabricar aqui. Isso não ocorreu e a dívida passou para a Hyundai, dona da Asia Motors. Se não pagar, não pode fabricar no país. Mas a importadora Caoa pode, e já temos Tucson nacional.
Fiat 147 1050No passado, os 1.0 pagavam mais imposto. Para pagar menos, o 147 saiu, em 1976 com motor 1050, de 1049 cm3. Em 1990, a Fiat virou o jogo: convenceu o governo a incentivar pequenos. Os 1.0 tiveram tributo reduzido e surgiu o Mille, com o antigo motor 1050 encolhido.
Marea SXEm 1998, o sedã saiu com motor de 142 cv. No ano seguinte, surgiu a versão SX, reduzida a 127 cv, para pagar menos IPI. Nos anos 80, o número era 100 cv. O Gol GT 1.8 declarava 99 cv (apenas 9 cv acima do 1.6) e o Monza 1.8, 96 cv. Andavam muito, mas pagavam pouco.