Páginas

Mostrando postagens com marcador Top Gear. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Top Gear. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de julho de 2011

McLaren dá um chá de emoção ao MP4-12C

Quem assitiu ao terceiro episódio do programa inglês Top Gear, viu uma disputa acirrada entre a McLaren MP4-12C e a Ferrari 458 Italia. Em questões técnicas a McLaren sai na frente, mas segundo Jeremy Clarkson, tamanha perfeição nos ajustes do carro resultou em um carro que não passa nenhuma emoção, sem "alma". Com isso o superesportivo italiano saiu na frente.

Tomando como construtiva a crítica, compartilhada com vários outos jornalistas que provaram o modelo, a McLaren promoveu ajustes de última hora para dar mais vivacidade ao MP4-12C. O modelo, que ainda não começou a ser entregue, passa a dar respostas mais afinadas às pisadas no acelerador e volante mais sensivel, entre outros acertos técnicos.

Para aumentar a interação entre o motorista e o carro, até a válvula que controla o som do motor foi ajustada para gerar um som mais encorpado, essencial em se tratando de um V8. No entanto, todos estes ajustes serão aplicados apenas com o modo Track, o mais esportivo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Os diferentes tipos de avaliação automotiva

Todos os que escrevem sobre carros, mesmo nós aqui no MG Autonovidades, já passaram pela experiência de escrever uma péssima avaliação de carro. E quando a avaliação é fraca, provavelmente se encaixa em uma das categorias desvendadas a seguir.

1) “A noite seguinte ao massacre intelectual”

Quem tem tempo de aproveitar os bons vinhos e cortes nobres que fecham uma sessão de testes? Hoje em dia, muitos jornalistas passam a noite anterior à avaliação em seu quarto de hotel desvendando comunicados de imprensa elaborados, decifrando citações manipuladas de engenheiros e metralhando detalhes no WordPress mais rápido que o operador de rádio do Titanic no dia 14 de abril de 1912. Tudo em uma corrida desesperada para apertar o botão de “salvar” antes do cara no quarto ao lado. A avalanche de informações “de referência” não é divertida, geralmente contém poucas informações, e o melhor que o leitor pode esperar delas é que tenha mais verbos que adjetivos e fotos suficientes para passar o tempo.

2) A avaliação “Era pra isto ser inteligível, mas o editor assistente ficou intimidado pelo prolixo jornalista que é também um engenheiro”

Pobre coitado. O enferrujado jornalista chegou com 5.000 palavras sobre a descrição da inércia, efeitos da cambagem e variação das forças laterais, e não se dignou a explicar que diabos significa tudo isso. “Ah, eles vão entender”, diz ele ao garoto, que não é pago o suficiente para lidar com esse acomodado (para não usar um termo forte demais). O garoto entende que isso não presta, mas o velhote não concorda. Quem paga o pato? O leitor, porque no final, nada no texto vale a leitura.

3) O edital dos detalhes

O nível de detalhes dessas avaliações é tão massacrante, as páginas tão cheias de termos e chavões e metáforas, que ao chegar à metade do discurso sobre a capacidade de carga do carro – por volta da 1.559ª palavra – já é tarde demais porque você já subiu em uma cadeira de madeira e amarrou a gravata na primeira coisa suspensa que encontrou.

4) O relatório feito por um robô

Quando falta inspiração ou quando o objeto não empolga suas frescas exigências, jornalistas correm o sério risco de escrever um relatório burocrático sem emoção. É fácil identificar avaliações assim: são cheias de frases curtas e desapaixonadas descrevendo cada mínimo aspecto do carro, como se fosse uma aula de anatomia, e não um texto para um ensaio da Playboy.

5) A tentativa fracassada de fazer metáforas ao estilo Clarkson

É preciso ser realmente bom como Jeremy Clarkson para começar uma avaliação com uma anedota sobre um pé de manga nos campos da França, e depois nos manter interessados enquanto fala do interior da Inglaterra, cortes de cabelo, e depois encaixar uma referência a um príncipe que nunca vai ser rei – antes de chegar perto de um carro. A maioria das tentativas em imitar isso geralmente fracassa igual à promessa do capitão do seu time para trazer o título do campeonato com mensagens motivacionais bregas e constrangedoras.

6) A tentativa fracassada de uma referência literária

Não há nada de errado em citar os grandes mestres para ilustrar uma frase, apenas se certifique de que é a hora certa, ou você vai terminar como aquele mala que tenta impressionar os demais em churrascos de família. “Não temeis a grandeza” disse Shakespeare, “alguns nascem grandes, alguns conseguem grandeza, a alguns a grandeza lhes é imposta. Como neste popular 1.0.” Isso não vira.

7) A avaliação “Eu deveria escrever para o Discovery Channel, esta porcaria já está descritiva demais”

Ela começa colocando o leitor no meio da ação. “Lá estava eu, percorrendo uma estreita camada de pavimento betuminoso no interior da Espanha, o aroma de uma floresta de eucaliptos preenchendo a cabine do sedã alemão em meio à primavera do país Basco, os tons caramelados despertando meus sentidos para a curva inclinada à direita que eu estava prestes a cortar como uma faca em meio a melhor manteiga dinamarquesa antes de derreter em uma frigideira…” Sério. Precisa tanto?

8) A meta-avaliação “Minha experiência correndo em Interlagos eleva minha opinião sobre o valor deste objeto a um estado inalcançável.”

Certo, estamos fascinados sobre como é possível tirar milissegundos do tempo de volta de um WRX só por não ser um pai de família que ainda paga o aluguel e tem duas crianças para sustentar. Mas ser um elitista cujo único propósito é incitar o elitismo nos outros não torna a crítica mais interessante, a torna uma porcaria entediante.

E você, leitor voraz de reportagens automotivas, consegue identificar mais categorias de avaliações? A caixa de comentários abaixo está à sua disposição.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

As 25 melhores frases de Jeremy Clarkson


Jeremy Clarkson, do Top Gear, é o crítico de carros sem papas na língua favorito dos obcecados por carros. Suas avaliações dificilmente ficam sem uma frase de peso. Aqui estão 25 de suas melhores e mais pentelhas citações.

“Eu gosto de acreditar que a Ferrari é uma versão em miniatura de Deus.”

Sobre o Porsche Boxster: ”Ele não conseguiria arrancar um palito besuntado do traseiro de um porco.”

Enquanto dirigia um Mercedes SLR McLaren por um túnel: “Quando discutiam sobre o que o som do motor do SLR lembrava, os engenheiros britânicos da McLaren disseram que soava como um Spitfire. Mas os engenheiros alemães da Mercedes disseram ‘Nein! Nein! Soa como um Messerschmitt!’ Estavam ambos errados. Soa como o deus do trovão gargarejando com pregos.”

“Sinto muito, mas ter um Aston Martin DB9 na estrada e não acelerá-lo é como ter a Keira Knightley na sua cama e dormir no sofá. Se você tem metade das bolas, isso não vai acontecer.”

“Velocidade nunca matou ninguém, parar de repente… é isso o que mata.”

“A Koenigsegg diz que o CCX é mais confortável. Mais confortável que o quê? Ser esfaqueado?”

Sobre Detroit: “Deus pode ter criado o mundo em seis dias, mas enquanto descansava no sétimo, belzebu apareceu e construiu esse lugar.”

“Ter um TVR no passado foi como ter um urso. Era ótimo, até que lhe arrancasse a cabeça, o que iria acontecer.”

Sobre o Renault Clio V6: “Acho que o problema é porque é francês. É um macacocolaboracionista”

Sobre a Ferrari Enzo: “Liguei para Jay Kay, que tem uma, e disse: ‘Você pode me emprestar a sua?’ e ele disse, ‘Sim, se você me emprestar sua filha, porque significa a mesma coisa.’”

Sobre o Porsche Cayenne: “Já vi ferimentos de gangrena mais atraentes que isso.”

“O ar-condicionado dos Lamborghinis costumava ser um asmático sentado no painel assoprando para você com um canudo.”

“Toda vez que estou com insônia, eu só olho para a foto de um Toyota Camry que tudo se resolve.”

“Se você comprar um série 6, recomendo que use a ré quando sair da casa de amigos, para que não vejam a traseira.”

“O Zonda, juro! É como um leão em suspensórios laranja. Parece amedrontador, mas ao mesmo tempo ridículo.”

Sobre o Chevrolet Corvette: “Os norte-americanos pregam democracia ao mundo e depois não me deixam desligar o controle de tração.”

Sobre o Alfa Romeo Brera: “Pense nela como na Angelina Jolie. Você ouviu dizer que é louca e come coisas como papel de parede. Mas você pegaria, não é?”

“Um turbo: gases de escape entram na turbina e a fazem girar, acontece um pouco de magia negra, e você vai mais rápido.”

“Este é o Renault Espace, provavelmente a melhor minivan. Não que seja algo para se gabar. É como dizer ‘Que bom, tenho sífilis, a melhor das doenças sexualmente transmissíveis!’”

“Nos velhos tempos sempre tive a impressão que a TVR construía um carro, colocava-o à venda, e então descobria como ele se comportava – normalmente quando um de seus clientes escrevia para a fábrica reclamando que havia morrido.”

“Não entendo as faixas de ônibus. Por que os pobres precisam chegar mais rápido que eu?”

Sobre o Mercedes CLS55 AMG: “Soa como Barry White comendo vespas.”

“Prefiro ir ao trabalho sobre minhas mãos e joelhos que ir em um Ford Galaxy. Quem quer que tenha projetado o interior do carro tinha uma fixação por couve-flor. Prefiro fazer uma vasectomia a comprar um Ford Galaxy.”

“Normalmente, um Range Rover seria deixado para trás no semáforo por um carrinho de mão a diesel.”

“Carros de corrida que foram convertidos para uso nas ruas nunca funcionaram. É como fazer um filme pornô e editá-lo para que possa ser exibido em hotéis britânicos. Você só teria um close de meia hora mostrando o rosto suado de um cara.”