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sábado, 3 de dezembro de 2011

Um dia de paizão com o novo Dodge Journey R/T

Estava um pouco inseguro a caminho do test-drive com o Dodge Journey. Ocorre o seguinte: este é um site sempre focado no prazer ao dirigir, no que importa para a pessoa atrás do volante. Como falar de um SUV de forma honesta e coerente, mesmo sem conseguir me imaginar tendo algo assim? A tal da “imparcialidade” geralmente rende textos tão legais quanto os relatórios de seguradoras. A saída para algo mais produtivo, para mim, foi incorporar o papel de um pai de família com dois filhos. Sim, dois pentelhos. Cadê a patroa?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

McLaren dá um chá de emoção ao MP4-12C

Quem assitiu ao terceiro episódio do programa inglês Top Gear, viu uma disputa acirrada entre a McLaren MP4-12C e a Ferrari 458 Italia. Em questões técnicas a McLaren sai na frente, mas segundo Jeremy Clarkson, tamanha perfeição nos ajustes do carro resultou em um carro que não passa nenhuma emoção, sem "alma". Com isso o superesportivo italiano saiu na frente.

Tomando como construtiva a crítica, compartilhada com vários outos jornalistas que provaram o modelo, a McLaren promoveu ajustes de última hora para dar mais vivacidade ao MP4-12C. O modelo, que ainda não começou a ser entregue, passa a dar respostas mais afinadas às pisadas no acelerador e volante mais sensivel, entre outros acertos técnicos.

Para aumentar a interação entre o motorista e o carro, até a válvula que controla o som do motor foi ajustada para gerar um som mais encorpado, essencial em se tratando de um V8. No entanto, todos estes ajustes serão aplicados apenas com o modo Track, o mais esportivo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A conclusão chocante do comparativo entre um BMW M3 e um Mustang GT

Para mim, o BMW M3 sempre teve algo de mítico, intocável. O supra-sumo de um coupé esportivo, algo acima do bem e do mal. E seria absurdo compará-lo a algo espartano e massificado como um Mustang GT de linha. O quê, e em um autódromo? Bem, com todo o respeito aos muscle cars que amo, isso é risível.

Mas o resultado do comparativo feito pela Motor Trend (o vídeo é imperdível) não tem nada de engraçado. O Mustang GT é mais veloz no quarto de milha, freia melhor e gera mais aderência lateral que o M3. Em resumo, faz tudo – e mais – o que o alemão faz, por 26.750 dólares a menos. Ficou espantado? Garanto que você não está sozinho neste clube.

Seria o caso de admitirmos que os americanos reaprenderam a fazer carros velozes? Com o Corvette ZR-1 e o Dodge Viper ACR detendo tempos de volta mais velozes que todos os supercarros de rua europeus em Nürburgring Nordschleife, não nos resta muita saída. Mas confesso, não esperava um pacato Mustang GT andar lado a lado com um M3 no autódromo de Willow Springs (Rosamond, EUA). É quase uma heresia.

Claro, ainda há uma diferença de refinamento, que surge não somente no acabamento interno, mas também no comportamento dinâmico: o Mustang, apesar de andar tanto quanto o M3, mergulha bastante nas frenagens, empina nas reacelerações e o sistema de direção não é muito comunicativo. Por outro lado – e parece inacreditável – o BMW sai mais de frente e sua eletrônica é mais intrusiva, reduzindo bastante o fator diversão e aumentando os tempos de volta.


Isso, aliado ao maior torque do V8 de cinco litros do Mustang, explica por quê o editor Ed Loe conseguiu ser mais rápido com o Ford no circuito. Nas mãos do experiente piloto de turismo Randy Pobst (nota: é admirável como ele consegue fazer observações técnicas andando com os carros no limite!), os dois carros andaram virtualmente juntos, com um décimo de vantagem para o M3.

Em resumo: dá trabalho ser veloz com o sofisticado e elegante M3. É preciso forçá-lo, trocar as marchas sempre no limite de rotações e trazer a frente com certa convicção nas entradas de curva – e você paga muito mais caro por isso.Respondendo a nós mesmos, a conclusão ao frigir dos ovos é: sim, o novo Mustang GT é melhor que o BMW M3. As banheiras estão subindo pelas paredes e dando nós em chucrutes. Onde esse mundo vai parar?

Dados do comparativo (BMW M3 / Mustang GT)

Tempo de volta, Randy Pobst (profissional): 1:27,67 / 1:27,76
Tempo de volta, Ed Loe (amador): 1:32,07 / 1:31,52
0 a 96 km/h: 4,4s / 4,4s
Tempo em 402m: 12,8s @ 110,9mph / 12,7s @ 111,6mph
Frenagem 96-0km/h: 33,5m / 32,9m
Aceleração lateral: 0,95g / 0,96g
Preço (como testado): US$67.575 / US$40.275

terça-feira, 5 de julho de 2011

Teste: Você é viciado em carros?

Se você está lendo esse post, já é meio caminho andado, mas vou listar algumas características que são comuns a quase todos aficcionados. Se você se enxergar em pelo menos 50% do informado abaixo, certamente está no grupo:
  1. Pra você não existe carro perfeito. Sempre há algo que poderia se melhorado.
  2. Fica incomodado e sem dormir quando vê um carro que nunca viu e não sabe qual é. Mesmo que tenha visto em um festival de cinema iraquiano.
  3. Sabe em qual cidade é fabricado cada modelo.
  4. É capaz de identificar um modelo a noite, na chuva e pelo retrovisor.
  5. Identifica a maioria dos modelos olhando apenas a chave.
  6. Troca de carro sabendo quais serão seus próximos três.
  7. A escolha do carro novo é mais complexa do que escolher com quem vamos casar.
  8. Geralmente não compraria os modelos mais vendidos.
  9. Repete a frase: Se todos pensassem como eu, não teriamos Mille, Astra e Kombi no mercado (e vendendo bem).
  10. Acha um absurdo quem diz um carro é completo sem ter ABS e Airbag.
  11. É capaz de passar a amar ou odiar um modelo pela simples mudança da cor de fundo de um painel.
  12. Sempre que um carro é lançado, lista mentalmente os pontos fortes e fracos de cada modelo.
  13. Sua opinião é capaz de impedir algum amigo ou familiar de comprar determinado modelo.
  14. Passa mais tempo cuidando do carro do que de si mesmo.
  15. Acha um absurdo comparar preço de carro com preço de casa. Carro é Carro e vice versa.
  16. Seria capaz de desmontar e montar de novo um carro, mesmo sem saber dirigí-lo.
Faça o teste e nos conte o resultado. Cada respostas sim vale 6,25%.

domingo, 19 de junho de 2011

Nürburgring Nordschleife ao contrário???

Quando o assunto é uma hot lap no inferno verde (que pode ser feita por qualquer mortal com 24 Euros no bolso), a imagem que vem na cabeça é apenas uma: câmera instalada no interior, cronômetro inserido digitalmente e um show (ou não) de pilotagem na montanha russa alemã.

Agora, e se a câmera fosse instalada ao contrário, mostrando as reações de Daniel, um (bom) piloto amador, e sua esposa Alex, ao longo dos 20,8 km de Nordschleife?


Bem, é isso o que o alemão decidiu fazer. O bom gosto do cara pode ser comprovado não só pela companhia (e veja que barato, a força G pode ser mensurada pelos cabelos dela – particularmente aos 1:42, quando contornam a Aremberg), como também pelo carro que ele está guiando: o BMW 135i – não é porque é o meu bimmer favorito, este carro é realmente duca. Talvez um dos brinquedos com melhor relação diversão-segurança para Nurburgring: entre-eixos curto, motor dianteiro com potência na medida (304 cv, 6 em linha com turbo de duplo estágio), tração traseira, ótima ergonomia…

Mas como Nordschleife é Nordschleife, a partir dos 2:25 Daniel olha incrédulo para o espelho retrovisor: nele, há nada menos que um Golf II preparado (guardadas as proporções, é como se fosse um Gol caixinha); que o acompanha de perto – e o ultrapassa, sem muita conversa! Carrinho nada ingênuo, este…

A partir dos 4:10, eles entram na seção final do circuito; caracterizado por uma série interminável de curvas de média em subida e descida. É o lugar onde há o maior índice de acidentes da pista. A expressão facial deles muda, mas o casal tem sangue frio e continua no mesmo espírito!

Aos interessados, o cara usou na filmagem uma GoPro Hero HD, fixada no parabrisa com um suporte de sucção. E a trilha sonora, bem, se você não sabe…

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Especial MG Autonovidades 3: Top 9 - Posts mais populares

9º Lugar: Comparativo de sedãs compactosO primeiro comparativo feito por nós, é um dos posts mais acessados. Com 259 visualizações, não é o maior, mas é bastante.



8º Lugar: Novo Fiesta 2011
Foi o primeiro post publidcado aqui, com menos de uma hora de blog. Entra na nossa lista com suas 274 visualizações.



7º Lugar: Celta/Prisma 2012F
Foi apenas um post comum, sobre a reestilização de um modelo popular. Tem 386 visualizações, e fica em sétimo.



6º Lugar: O fim do Stilo
Em 2010 o acordo entre a Fiat e a Chevrolet para o uso de motores acabou, e a Fiat havia lançado a linha 2011 do Stilo. Pela nossa previsão, ele receberia o E.torQ, conviveria um pouco com o Bravo, e mancharia a marca da Fiat por vender mais de 2.000 unidades com o motor GM e depois mudar para um novo. A Fiat simplificou tudo e tirou ele de linha. E ninguém sentiu falta. 518 visualizações.



5º Lugar: Ducato 2012Mas um post simples.
A Fiat apenas lançou a linha 2012 da Ducato, com mais equipamentos. Acho que as pessoas procuraram por causa da Ducato européia, que poderia ter sido a nossa Ducato 2012. 567 visualizações.



4º Lugar: Lançamento chinês
Agora é um lançamento importante. O Jac J3 sem dúvida é o melhor chinês do Brasil (???). A linha do montagem conta com um técnico que verifica as mudanças mecânicas no modelo vendido aqui (os que são reprovados, são vendidos na China com um modelo diferente, o J3 Samba). Mereceu suas 578 visualizações.



3º Lugar: Reestilização coreanaO
Agora eu percebi: o que vocês mais gostam é de reestilizações !!! Fiesta, Celta e Kia Picanto, foram reestilizados e vocês clicaram bastante neles. 625 visualizações.



2º Lugar: Teste do Fiesta 1.6 N
No dia 2 de fevereiro, publiquei o primeiro teste de um carro aqui. O Fiesta Sedan 1.6 das fotos é o que a Ford empresta para as avaliações das revistas. Mas o que eu usei como base, era igual a ele. Até hoje eu clico nele também, para lembrar como eu avaliei ele. Eu e mais 705 pessoas já viram.



1º Lugar: Acidente com a Amarok
No dia 18 desse mês, faz um ano que publiquei um post sobre esse acidente, e até hoje ele é destaque. Mas é engraçado notar que, nessa semana, nesse mês e hoje, a Ducato 2012 foi a mais vista, e o acidente da Amarok, não aparece em nenhuma lista. Mas 726 pessoas já viram esse acidente.

sábado, 28 de maio de 2011

Comparativo Hatches médios: Veredicto

1º Lugar: Ford Focus GLX 2.0 16V
A vantagem do Focus neste comparativo foi sobretudo o custo-benefício, como ficou claro no texto do i30. Mas a vitória foi merecida não apenas por esse aspecto. Entre os carros deste comparativo, o Focus tem a melhor dirigibilidade e dá muito prazer ao dirigir. O carro usado para o teste foi emprestado de um amigo, e quando eu devolvi o carro, só tinha elogios.
Eu sei que os projetistas da Ford não tiveram tanto trabalho quanto os engenheiros do Oscar Nyemeier, mas foram muitas noites em claro para ajustar uma suspensão que combinasse conforto e esportividade em uma plataforma que oferece rigidez elevada e permite que o carro fique bem assentado no chão. O motor 2.0 é do tamanho do motor do i30, mas é Flex e tem 148 cv, 3 a mais que o coreano. E não decepciona. Consegue ser rápido, mas no nosso teste, demorou um pouco mais que o i30 nas arrancadas, mas nas retomadas empatou.
Apesar de ter os pneus mais estreitos(205/55 contra 225/45 do i30), Focus freiou antes em todas as passagens. Nessa versão GLX 2.0, o ABS é de série (a versão GLX 1.6 tem como opcional, e a GL 1.6 não tem), junto do Air-Bag duplo, ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, trio elétrico, CD Player com MP3, USB, Bluetooth. A partida é no botão, e os faróis acendem sozinhos no escuro. As rodas 16" estão na versão GL. Mais tudo isso tem seu preço: R$ 59.620,00, o mais alto dos três. Mais R$3.120, temos o Ar-digital de duas zonas e bancos em couro. E por R$67.270,00 temos tudo isso e mais o cÂmbio automático.
No pós-venda, três anos de garantia e uma política de revisões e peças consolidada. Faltou falar das peças, que as vezes faltam nos estoques, mas as peças são baratas e o seguro é o mais em conta.



Testes
0 - 100 km/h: 9,8 (s)
0 - 1000 m: 31,2
40 a 80 km/h em 3ª: 6,7
60 a 100 km/h em 4ª: 10,4
80 a 120 km/h em 5ª: 16,9
Veloc. Máxima: 195 km/h
Velocidade real a 100 km/h: 97 km/h
Frenagem a 120 km/h: 54,8 m
Frenagem a 80 km/h: 24,8
Frenagem a 60 km/h: 13,8
Consumo na cidade: 7,0 km/l
Consumo na estrada: 9,7 km/l
Tanque e Autonomia: 55 l/ 533,5 km



Ficha Técnica

É equipado com motor dianteiro, na transversal com 4 cilindros em linha, 16 válvulas e 1.999 cilindradas. Sua taxa de compressão é de 10,8:1. Tem potência de 148/143 cv a 6.250 RPM e torque de 19,5/18,8 mkgf a 5.250/4.250 RPM. O câmbio manual tem 5 marchas e sua tração é dianteira. Equipado com direção elétro-hidráulica, tem também suspensão independente nas quatro rodas do tipo McPherson na dianteira e Multilink na traseira. Há freio a disco ventilado nas 4 rodas. No seu porta malas cabem 328 litros de bagagem.




Médias
Direção, Freio e Suspensão: 10
Dirigir aqui é um tesão, com a direção com tres visíveis níveis de peso e suspensão muito bem calibrada. Não é fácil achar o limite da aderência, e ainda mais difícil sair de traseira. Foi o melhor nos testes de frenagem.
Motor e Câmbio: 8
O motor é potente, e o câmbio explora ele com muita eficiência. A sexta marcha seria bem vinda.
Carroceria: 7
O design muito lindo, levou em conta a segurança dos pedestres. O acabamento é de boa qualidade.
Vida a Bordo: 8
A melhor posição de dirigir está aqui, e é muito fácil achá-la. Ergonomia muito bem resolvida, sistema de som de qualidade e com muito recursos e boa visibilidade.
Segurança: 9
Tem ABS, airbag duplo, sistema Isofix, cinto e apoio de cabeça para todos de série. Freios eficientes foram destaque.
Seu bolso:8
Seu preço de tabela é o mais caro, mas seguro barato, e peças mais em conta em relação ao i30. Garantia de três anos.
Média Geral: 8,5



Resultado
O Bravo tem qualidade, mas seus rivais devem ser outros para ele ser considerado uma boa compra. O i30 é um bom produto, e cativa seus clientes pelo estilo, mas não ser flex é um grande defeito por enquanto, e ainda esse ano sua mãe resolvi seu problema. Sua faixa de preço é outra. Em relação ao Focus, o comportamento dinâmico dele é um prazer. Ganha pelo que tem. Em equipamentos e conjunto mecânico. Se você o achou caro, pense na versão GLX 1.6, que apesar de ser mais fraca, mantém seu conjunto mecânico e seus equipamentos (perde o ABS de série e também o Ford Power). O preço é de R$54.940,00.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Comparativo Hatches médios 2

2º Lugar: Hyundai i30 GLS 2.0 16V
O i30 entrou neste comparativo como favorito. É o carro mais vendido do segmento, com sua garantia de 5 anos e as novidades da linha 2011. Ele demonstra ter bastante fôlego. A Caoa, que traz os carros da Hyundai alega 50 itens melhorados, mas não sabe quais são. A assessoria de imprensa diz que são aperfeiçoamentos que não são facilmente detectáveis, como nova calibragem da suspensão (continua dura como sempre foi), novo coletor de escape e nova programação da injeção.
Em relação ao interior, há bastante espaço, boa visibilidade e muitos porta-trecos.É confortável dirigir o carro. Mas não é andar nele, ainda mais no banco de trás. Sua suspensão "recalibrada" é dura e a direção um tanto pesada. O câmbio tem bons engates e está bem escalonado. O painel é bem montado e não tem materiais rústicos.
Ao lado dos rivais, o i30 andou ao lado do Focus graças ao motor 2.0. É melhor do que o Focus no 0 a 100 km/h. Mas não foi tão eficiente na hora de parar. Na hora de abastecer, mostrou-se econômico com as médias de 9,6 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada. Mas ele não é flex. E foi aí que o Focus começou a mostrar suas armas.
Por questões ambientais e financeiras (e acima de tudo, de mercado), uma vez que seu custo de operação é menor-aspecto ainda mais importante nesse segmento. No que diz respeito às qualidades do i30, o Focus tem elas também. E ainda tem as dele.



Testes
0 - 100 km/h:
9,6 (s)
0 - 1000 m: 31,1
40 a 80 km/h em 3ª: 7,7
60 a 100 km/h em 4ª: 10,3
80 a 120 km/h em 5ª: 16,5
Veloc. Máxima: 205 km/h
Velocidade real a 100 km/h: 100 km/h
Frenagem a 120 km/h: 62,9 m
Frenagem a 80 km/h: 27,9
Frenagem a 60 km/h: 15,9
Consumo na cidade: 9,6 km/l
Consumo na estrada: 13,7 km/l
Tanque e Autonomia: 53 l/ 726 km



Ficha Técnica
É equipado com motor dianteiro, na transversal com 4 cilindros em linha 16 válvulas e 1.975 cilindradas. Sua taxa de compressão é de 10,1:1. Tem potência de 145 cv a 6.000 RPM e torque de 19 mkgf a 4.600 RPM. O câmbio manual tem 5 marchas e sua tração é dianteira. Equipado com direção elétrica, tem também suspensão independente nas quatro rodas do tipo McPherson na dianteira e Multilink na traseira. Há freio à disco ventilado nas 4 rodas. No seu porta malas cabem 340 litros de bagagem.


Médias
Direção, Freio e Suspensão: 8
A direção é um pouco pesada, principalmente em contraste com a nova suspensão. Poderia ter parado antes.
Motor e Câmbio: 6
O motor é eficiente, aliando desempenho e economia. Mas não é Flex. O câmbio é bom, mas o motor não é Flex.
Carroceria: 8
Os painéis internos são montados com precisão. O estilo ousado chama a atenção nas ruas e é moderno.
Vida a Bordo: 8
Espaçoso, tem boa visibilidade e diversos porta-objetos.Painel é interessante, com ar-digital e painel prateado.
Segurança: 7
Tem ABS e airbag duplo de série. Há como opcional o controle de estabilidade. O deslize da vez é a falta de cinto de três pontos para o quinto passageiro.
Seu bolso:8
Seu preço de tabela é menor que o do Focus 2.0, mas no mercado sai pelo preço do Bravo. Há cinco anos de garantia, mas o seguro é caro.
Média Geral: 7,5

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Comparativo Hatches médios

Durante o dia de hoje e de amanhã, irei fazer um comparativo entre o recém-lançado Fiat Bravo, o líder de mercado Hyundai i30 e o melhor do segmento, Ford Focus, todos na faixa dos 50.000.

3º lugar: Fiat Bravo Essence 1.8 16V
O caso do Bravo é raro. Ele é o mais recente lançamento e o mais barato do comparativo. Em tese, o último a ser lançado deve ser o que reúne os prós dos concorrentes sem os contras. Mas aqui há uma excessão à regra. Entre os destaques da Bravo, há seu design moderno, bonito, elegante. Ele tira partido de soluções originais, como as lanternas convexas. O painel é interessante, com linhas refinadas e acabamento de boa qualidade. E justiça seja feita, a Fiat evoluiu pra caramba nesse ponto.
Refente a equipamentos, nessa versão de entrada não tive problemas. Ar, direção (elétrica), piloto automático, CD-Player, Rodas 16" e os exclusivos faróis de neblina direcionais, que acendem a lanterna do lado de dentro da curva. Apenas o ABS é que faltou nessa lista. O problema é que o i30 e o Focus tem tudo isso de série, e o Bravo perde pontos em outras áreas. Eu particularmente gosto de dirigir, e percebi que sua dirigibilidade não é das melhores, pois sua direção é leve demais, e como todo Fiat, tem uma suspensão macia. E só ele tem eixo de torção na traseira.
O motor é competente com seus 132 cv e 18,9 mkgf de torque, mas pede giro alto. A versão T-Jet, com sua suspensão mais firme e rodas e pneus aro 17 formam um conjunto excelente, junto ao motor de 152 cv.
Racionalmente falando, pode ser considerado uma boa compra. A versão Essence manual custa R$55.200,00 sem choro nem vela. E sua garantia tem 2 anos contra 3 do Ford e 5 do Hyundai. Pelo menos suas revisões nasceram com preço fixo.

Testes
0 - 100 km/h: 11,8 (s)
0 - 1000 m: 33,4
40 a 80 km/h em 3ª: 7,7
60 a 100 km/h em 4ª: 11,3
80 a 120 km/h em 5ª: 20,6
Veloc. Máxima: 193 km/h
Velocidade real a 100: 95 km/h
Frenagem a 120 km/h: 56,8 m
Frenagem a 80 km/h: 25,5
Frenagem a 60 km/h: 14,2
Consumo na cidade: 6,5 km/l
Consumo na estrada: 9,5 km/l
Tanque/Autonomia: 58 l/551 km




Ficha Técnica
É equipado com motor dianteiro, na transversal com 4 cilindros em linha 16 válvulas e 1.747 cilindradas. Sua taxa de compressão é de 11,2:1. Tem potência de 132/130 cv a 5.250 RPM e torque de 18,9/18,4 mkgf a 4.500 RPM. O câmbio manual tem 5 marchas e sua tração é dianteira. Equipado com direção elétrica, tem também suspensão dianteira independente do tipo McPherson e traseira semi-independente com eixo de torção. Há freio à disco nas 4 rodas, ventilado na frente e sólido na traseira. No seu porta malas cabe 400 litros de bagagem.



Médias
Direção, Freio e Suspensão: 6
Para a cidade, direção levíssima é eficiente, mas na estrada não chega a ser insegura. Suspensão é firme nas curvas, mas é macia em excesso. Freios cumprem seu papel, mas ABS é opcional.
Motor e Câmbio: 7
O motor tem bastante força, mas somente em giro alto e o câmbio por sua vez não colabora.
Carroceria: 8
Por ser o mais recente, tem um design muito moderno. Por dentro e por fora.
Vida a Bordo: 7
Há os equipamentos necessários, com uma cabine espaçosa e um acabamento bom, mas visibilidade é ruim.
Segurança: 6
Fárois de neblina direcionais, sistema Isofix para colocar cadeirinhas de crianças e Air-Bag duplo são de série, mas cadê o ABS? Tem, mas é opcional.
Seu Bolso: 8
Desconto você terá daqui alguns meses, mas revisões programadas e garantia de dois anos compensam (em partes) essa falta.

Média geral: 7

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ford Transit é quase um carro de passeio

Com o lançamento da van Transit, a Ford confirma a tendência no mercado de rechear com itens de conforto um veículo comercial. Importado da Turquia, o modelo se destaca pela boa oferta de equipamentos de série. Mas também é extremamente confortável de dirigir, segundo nós pôdemos comprovar em um test-drive realizado em São Paulo, em um pequeno percurso.

Segundo a Ford, os destaques do modelo são nível de segurança, dirigibilidade, conforto, design, tecnologia e versatilidade. Todo esse benefício a um custo competitivo – R$ 83.990 na versão Furgão Curto com capacidade de 7,5 m³, R$ 93.290 na Furgão Longa com capacidade de 11,3 m³ e R$ 103.990 na Van de passageiros. Sim, é um preço bem competitivo nesse mercado, sobretudo pelo nível de equipamento.
Impossível não se lembrar dos tempos em que, aos sete anos, voltava da escola "de perua". Porém na época a tal perua não vinha com ar-condicionado, travas, vidros e retrovisores elétricos, travamento automático das portas a 8 km/h, duas tomadas de 12 volts e rádio AM/FM com entrada auxiliar.

De série o modelo traz freios a disco nas quatro rodas com sistema ABS (antitravamento), airbag para o motorista, controle de tração, controle eletrônico de estabilidade, assistência para arrancadas em aclives (testamos e dá certo, proporcionando segundinhos preciosos entre tirar o pé do freio e colocar no acelerador) e assistência para frenagem de emergência.
Para o motorista, há seis níveis de ajuste do banco, além de apoio para o braço. A alavanca do câmbio fica no painel, liberando espaço na frente. Os comandos do som vêm na coluna de direção, sem falar na profusão de itens de detalhes de conforto, como uma superfície para apoio de pastas e laptop no painel, suportes para copos e garrafas e vários porta-objetos.

Seu motor é o turbodiesel Duratorq 2.4 TDCI que desenvolve 115,6 cv (cavalos) de potência e torque (força) de 32 kgfm, o maior do segmento. A transmissão é manual de seis velocidades. Antes de decidir lançá-la no Brasil, a Ford fez pesquisas com empresas de transporte do segmento de vans e furgões com PBT (peso bruto total) superior a 2.800 kg, setor que nos últimos três anos quase dobrou – passou de 13 mil unidades em 2005 para 22 mil hoje.
"As vans e furgões atendem importante parcela do setor comercial urbano. Esse tipo de veículo oferece facilidade de condução, capacidade de carga adequada e versatilidade, principalmente diante das restrições ao tráfego nos grandes centros", afirma Cláudio Terciano, gerente de vendas e marketing da Ford Caminhões, que inaugura uma identidade visual com o modelo.

Para o diretor de operações da marca para a América do Sul, Oswaldo Jardim, a Transit leva vantagem por chegar alinhada ao modelo utilizado na Europa. "Por isso é a mais avançada linha comercializada no país", diz. De fato chama a atenção, no caso da versão para passageiros, que comporta 14 ocupantes, por exemplo, a facilidade de acesso. A versão avaliada tinha inclusive DVD.
Também é possível identificar componentes de veículos como o Focus (geração anterior), caso da maçaneta da porta. Por fora (algo que nos textos sempre comentamos no início, mas não no caso de comerciais), o modelo incorpora o design kinetic (cinético) dos atuais modelos da Ford. Algo a destacar em um segmento em que nem sempre a beleza é fundamental. Mas parece começar a ser.

FICHA TÉCNICA

Ford Transit

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 8 válvulas, turbodiesel, 2.400 cm³ de cilindrada

Potência: 115,6 cv a 3.500 rpm

Torque: 32 kgfm a 1.750 rpm

Câmbio: manual, de seis velocidades

Suspensão: dianteira independente tipo McPherson, com barra estabilizadora; traseira com eixo motriz e feixe de molas

Freios: a disco nas quatro rodas, com ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), HBA (assistência em emergência) e HLA (assistência para subida em rampa)

Dimensões: 5,68 m de comprimento, 1,97 m de largura, 2,39 m de altura e 3,75 m de entreeixos (versão Van); 4,86 m de comprimento, 1,75 m de largura, 2,40 m de altura e 2,93 m de entreeixos (versão Furgão Curto); 5,58 m de comprimento, 1,97 m de largura, 2,62 m de altura e 3,75 m de entreeixos (versão Furgão Longo)

Pesos: 2.420 kg (versão Van), 1.950 kg (versão Furgão Curto) e 2.080 kg (versão Furgão Longo)

Tanque: 80 litros

Preços: R$ 103.990 (versão Van), R$ 83.990 (versão Furgão Curto) e R$ 93.290 (versão Furgão Longa)